Brasília - O resultado negativo do Brasil nas suas transações com o exterior cresceu em janeiro e registrou o maior nível desde dezembro de 2009. Segundo dados do Banco Central, o aumento nos gastos com viagens internacionais, remessas de lucros e despesas com serviços no exterior provocou um deficit de US$ 5,4 bilhões no mês passado.
Também houve redução na quantidade de recursos para financiar esse resultado negativo. Os investimentos estrangeiros diretos em empresas ficaram em US$ 2,9 bilhões, o menor desde agosto.
Os investimentos em ações negociadas no país caíram de US$ 1,3 bilhão em janeiro do ano passado para US$ 732 milhões. As aplicações em títulos de renda fixa no país recuaram de um resultado positivo de US$ 1,1 bilhão para um resultado negativo de US$ 470 milhões.
Os gastos com viagens internacionais e compras com cartão de crédito em lojas no exterior bateram recorde pelo segundo mês seguido em janeiro. Segundo dados do Banco Central, foram US$ 1,74 bilhão em despesas. Em todo o ano passado, os brasileiros gastaram US$ 16,4 bilhões fora do país, valor também recorde para a série iniciada em 1947 pelo BC.
O deficit na conta de viagens, diferença entre as despesas de brasileiros no exterior e os gastos de estrangeiros no país, responde hoje por cerca de 20% do resultado negativo em todas as transações do Brasil com outros países. Essa conta inclui despesas em outros países com negócios, tratamento de saúde, turismo, para fins educacionais, culturais ou esportivos, de funcionários do governo e ainda gastos com cartões de crédito no exterior ou pela internet em lojas fora do país.

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