Contadores esclarecem algumas das dúvidas mais frequentes
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terça-feira, 23 de abril de 2002
Vânia Casado Equipe da Folha 
Curitiba - A proximidade do encerramento do prazo para entrega das declarações do Imposto de Renda (IR) está congestionando os escritórios de contabilidade. Em função do tumulto de última hora, a maioria dos contadores de Curitiba está limitando o atendimento aos clientes tradicionais, que recorrem aos seus serviços durante o ano inteiro.
É o caso do contador Domingos Lauro Vaz, de Curitiba. Este ano ele limitou o atendimento a 150 declarações, todas de clientes fixos. A dúvida mais frequente que está ocorrendo é como declarar a venda de bens imóveis ou móveis, sem que isso afete o bolso. Ou seja, a preocupação do contribuinte é não pagar o imposto, diz o contador. Ele orienta que o imposto incide com alíquota de 15% somente sobre o lucro da operação de compra e venda de um bem imóvel, por exemplo.
Por outro lado, os contribuintes questionam também em relação às deduções. Eles querem saber se podem declarar a compra de medicamentos ou não, para efeito de restituição do imposto. A orientação do contador é que esse mecanismo deve ser desprezado. Isso porque até agora só vigora uma liminar autorizando a dedução, que pode ser cassada a qualquer momento, com prejuízo para o contribuinte.
Outra dúvida frequente corresponde aos gastos com educação. Lauro Vaz destaca que esses gastos devem ser limitados a R$ 1.700,00 por dependente. A regra tem gerado revolta entre os contribuintes que pagam mais que esse valor em educação, diz o contador.
Para Valdir Pietrobon, presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, o maior drama dos contadores em período de entrega de Imposto de Renda é com relação aos profissionais liberais. A dica dele é para médicos, dentistas e advogados recorrerem aos serviços de contadores o ano inteiro, para que não haja problema na hora da entrega do IR.
Segundo Pietrobon, esses profissionais dedicam-se às suas atividades e não têm tempo nem a preocupação em lançar a movimentação de seus rendimentos num livro-caixa. Também não guardam recibos de despesas. Com um quadro desses não é difícil prever o caos na hora de acertar as contas com o Leão.


