Acostumado aos trâmites burocráticos que a legislação exige, o contador João Martins de Souza Filho sentiu os seus efeitos ao abrir uma empresa para o seu filho. Apesar de conhecer os meandros da lei e, por isso, conseguir agilizar todo o processo, ele sugere a criação de um ''cadastro único''. Esse procedimento simplificaria a burocracia e evitaria a ''via sacra'' dos empreendedores em órgãos públicos.
Na abertura da empresa, a Rustique Móveis, foram gastos R$ 471,41, com as taxas da Junta Comercial, Vigiância Sanitária, alvará, compra de livros e blocos de notas fiscais, constribuição sindical patronal e cópias autenticadas. ''O meu filho não tem todo esse conhecimento (para abrir a empresa) e, por isso, assumi a responsabilidade e o processo ocorreu de forma mais rápida, mas é muita burocracia'', comenta.
O filho, Davi Martins de Souza, concorda com o pai. ''É muito complicado, acredito que todo esse trâmite poderia ser mais fácil. Também acho que falta incentivo para que os empresários se estabeleçam'', diz.
Segundo Davi, já havia interesse em abrir um loja comercial há algum tempo, mas depois de pesquisas sobre o melhor segmento, houve a definição para a comercialização de móveis rústicos. (F.M.)

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