Contador afirma que tentava a legalização do negócio
O contador da Envasaalcool, Fábio Luiz Marques, garantiu que entrou em contato com todos os organismos necessários para a legalização do negócio. ''A ANP disse que não era da competência dela. Os alvarás se renovam automaticamente e também já estávamos procurando o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para a licença'', disse, mesmo sabendo que a ANP só concede autorizações de funcionamento para postos de combustíveis. Para a venda de álcool comum, a competência seria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Há a possibilidade de que a vistoria do Corpo de Bombeiros e o alvará de localização sejam regulares. Segundo informações da Secretaria de Fazenda, o pagamento de três taxas administrativas no final de ano pode provocar a renovação automática do documento. Funcionários da prefeitura, no entanto, não souberam dizer se a Envasaalcool estava regular. O mesmo acontece com o Corpo de Bombeiros, que realiza as vistorias conforme um calendário próprio, mesmo que as visitas aconteçam depois do prazo de validade de um ano.
Das 10 envasadoras instaladas em Londrina, Fábio Luiz Marques confirmou ser o contador de oito. ''As notas apresentadas pelas duas empresas eram sequenciais e tinham a mesma data. Isso pode indicar algum esquema de distribuição irregular'', avaliou Silva.
''Não atendo a Superall. De qualquer forma, vou recorrer judicialmente da interdição ainda hoje (ontem)'', disse o contador. Os proprietários da Superall não fora encontrados pela reportagem.(A.M.)





