Milton DóriaVisitaYoshio Saito, Nilton Cano Martin e Joaquim Scarpin, ontem na Folha: encontro reúne mil pessoas‘‘Controller no Ano 2000’’ foi o tema da palestra de encerramento do 16º Ciclo de Estudos Contábeis de Londrina, ontem, no Cine-Teatro Ouro Verde. O evento, que começou na quarta-feira, reuniu cerca de mil profissionais e estudantes de contabilidade. Controller é o profissional de contabilidade com funções que vão além do lançamento de tributos. Quem falou sobre esse assunto foi o economista, doutor em contabilidade, consultor de empresas e professor da USP, Nilton Cano Martin.
Segundo ele, a controladoria é fundamental para a administração de uma empresa, embora seja uma função pouco explorada. A controladoria é exercida pelo contador, com cargo de diretor, que agrega informações sobre custos, orçamento, análise de desempenho de produtos, concorrência, aplicação de recursos para oferecer aos outros setores da empresa dados que auxiliem na tomada de decisões. As principais ferramentas para esse serviço são a informática e a comunicação - diz Martin.
Segundo ele, as empresas dos grandes países já contam com o controller para definir estratégias, lançar produtos e enfrentar a concorrência. Martin ressalta que é muito comum pequenas empresas serem bem-sucedidas, que acabam ‘quebrando’ quando crescem. ‘‘Quando a empresa cresce, o número de funcionários é maior, surgem outras oportunidades de mercado e é preciso tomar a decisão certa sobre o caminho a ser seguido. Sem um controlador, uma pessoa que agregue informações, fica difícil tomar decisões’’, afirma.
Martin conta que fez o papel de controller na empresa estatal de saneamento básico do Rio Grande do Sul, com ótimos resultados. De acordo com ele, a empresa acumulava prejuízos mensais de R$ 6 milhões. Um ano depois da atuação da controladoria, a estatal passou a ter lucros mensais de R$ 4 milhões. ‘‘O volume de desperdício era tão grande, que estava muito claro o que era necessário ser cortado’’. Martin acrescenta que, a empresa que estava oito anos sem qualquer investimento em saneamento, agora tem R$ 300 milhões para investir na área.
Segundo Martin, as empresas precisam se conscientizar da importância de uma controladoria. O objetivo do Ciclo de Estudos Contábeis é justamente alertar os profissionais e estudantes para o assunto, segundo os professores organizadores Yoshio Saito (da Universidade Estadual de Londrina) e Joaquim Scarpin (da Universidade do Norte do Paraná). O Ciclo foi promovido pela UEL, Unopar e Faculdades de Administração e Ciências Contábeis de Rolândia (Faccar).

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