O ajuste fiscal anunciado na terça-feira pelo prefeito Alexandre Kireeff (PSD) visa a economia de R$ 40 milhões e o aumento de R$ 30 milhões na arrecadação. Para isso, ele lançou um Programa de Regularização Fiscal (Profis) e o acesso a 20% dos depósitos judiciais de ações em que o Município figura com réu. Ambas medidas necessitam de aprovação legislativa. Kireeff também anunciou a suspensão de obras ainda não iniciadas e corte de despesas (ver quadro).
A pedido da reportagem, o presidente do Sindicato dos Contabilistas de Londrina (Sincolon), Geraldo Sapateiro, analisou as contas do Município do primeiro quadrimestre deste ano e as comparou com a do mesmo período do ano passado. Uma das maiores dificuldades observadas por ele está relacionada à arrecadação de Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). "Já temos quase 100% dos vencimentos do IPVA e a receita ainda não alcançou 80% do previsto", afirma.
Sapateiro também comparou a arrecadação do Imposto sobre Transação de Bens Imóveis (ITBI). No ano passado, ao final de abril, ela foi de 26,16% do previsto e, neste ano, caiu para 18,37% do previsto. "É por causa da retração que houve no mercado imobiliário. Não vendendo imóveis, não se tem receita de ITBI", analisa.
Para Sapateiro, o prefeito está certo em promover o ajuste fiscal neste momento. "Vejo que essa preocupação da administração é salutar e muito coerente", declara.
O contador e professor da Faculdades Paranaenses (Faccar), Mark Moraes, acredita que o pacote será suficiente para a Prefeitura fechar o ano "no azul". "Por conta da crise, não estamos vendo a receita se realizar do jeito que estava previsto. Acho prudente cortar os investimentos. A situação está difícil para todas as prefeituras. O momento é de risco, mas não vejo muita gravidade", argumenta. (N.B.)

Imagem ilustrativa da imagem Contabilistas aprovam ajuste fiscal
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