Contabilidade terá padrão internacional
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Das Agências 
Os contabilistas de todo o Brasil estão se preparando para enfrentar um grande desafio. Até 2010 todas as empresas brasileiras deverão migrar para o padrão internacional de contabilidade. E este trabalho ficará a cargo dos contabilistas. Não será uma tarefa simples, porém o resultado, segundo os especialistas no assunto, trará muitos benefícios para todos.
O padrão de contabilidade que começa a ser implantado no Brasil é o mesmo que é utilizado em grande parte dos países europeus. Os Estados Unidos prevêem se adequar ao novo sistema até 2014. No Brasil, a lei que rege a mudança é a número 11.638/07. Esta regulamentação é tão grande que muitos estudiosos afirmam que ela conduzirá a contabilidade brasileira a passar pela sua segunda grande revolução. A primeira aconteceu na década de 1970.
Segundo a chefe do departamento de Ciências Contábeis da Universidade Estadual de Londrina, professora Maria Aparecida Scarpin, que participou do evento em Gramado, para que a convergência para o padrão internacional de contabilidade seja feita com menos traumas será necessário um novo comportamento dos contabilistas. ''A convergência provocará uma mudança cultural na categoria. Hoje, por exemplo, para fazer um balanço, o contador segue um formato pré-estabelecido. Com a adoção do padrão internacional isto muda. Hoje existe uma tabela de depreciação de ativos permanentes - veículos, máquinas, etc - com a adoção do padrão internacional de contabilidade será o contador e o empresário que irão determinar qual taxa de depreciação será utilizada. O que é o ideal. É este valor que irá para o balanço'', diz Aparecida Scarpin.
''Toda a empresa irá participar do processo de realização do balanço e não apenas o contador'', explica o professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras, Eliseu Martins. Para o presidente do Sescap-Ldr, Marcelo Odetto Esquiante, haverá vários benefícios com a adoção do padrão internacional de contabilidade. Entre eles fornecer informações contábeis de alta qualidade, compreensíveis, transparentes e comparáveis, independente do país de origem.
''Com a união das normas, ficará muito mais simples para as empresas brasileiras que têm filiais no exterior e para as multinacionais que trabalham no Brasil analisarem seus balanços e aferirem resultados, pois os números serão mais claros'', comenta Esquiante.
A professora Maria Aparecida Scarpin diz que a Universidade Estadual de Londrina está preparando seu corpo docente para essa nova realidade para colocar no mercado de trabalho profissionais preparados para isso. Não basta apenas uma disciplina de contabilidade internacional, mas todas as disciplinas do curso deverão ser de padrão internacional. É um grande desafio.
Sindicato das Empresas de Consultoria, Assessoria, Perícias e Contabilidade de Londrina (Sescap-Ldr).


