Conta de luz preocupa consumidores
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quarta-feira, 27 de julho de 2011
Victor Lopes <br>Reportagem Local 
O aumento de 25% na conta de energia elétrica na residência da funcionária pública Ana Silvia Costa Perez tem justificativa: ela comprou diversos eletrodomésticos depois de realizar uma reforma em toda a fiação elétrica da casa. Sua família - composta por quatro pessoas - adquiriu três ares-condicionados (um para cada quarto) -, um notebook, uma TV de led de 55 polegadas, além de um freezer de 540 litros. ''Nossa conta, em média, saltou de R$ 100 para R$ 125. Acho que o valor do aumento foi pequeno se pensarmos no custo/benefício dos novos eletrodomésticos que compramos'', avalia Ana.
Ana aponta que quando os condicionadores de ar ficam ligados por um período mais longo que o consumo aumenta, mas nada muito exagerado, em torno de R$ 30. ''Quando compramos os produtos pensamos nesta possibilidade do consumo de energia subir demais. Por isso tomamos cuidado na hora da compra, adquirindo aparelhos mais modernos, que consomem menos. Foi melhor gastar um pouquinho mais com eles e evitar surpresas'', relata ela, que prioriza a utilização dos eletrodomésticos em 220 volts para economizar ainda mais.
O mecânico Diego Caetano também andou fazendo compras nos últimos meses. Depois de adquirir um televisor de 29 polegadas e um liquidificador, agora ele está em busca de um monitor para seu computador. ''Minha conta saltou de R$ 50 para R$ 75, mas estou achando a diferença de valores muito grande para apenas dois produtos novos. Hoje está muito fácil comprar, o pessoal praticamente joga os cartões de crédito na mão da gente'', brinca Caetano.
Diego tem razão. De acordo com Marcelo Ontivero, diretor financeiro do Móveis Brasília, a maior oferta de crédito aliado à taxa do dólar favorável está incentivando a procura por eletrodomésticos - principalmente os importados - o que consequentemente acaba afetando no aumento do consumo de energia. ''A busca por televisores de LCD e LED está muito grande agora. Até o final do ano, as vendas de eletrodomésticos em nossas lojas devem crescer entre 7% e 10%'', calcula ele.


