Curitiba - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decide hoje em reunião de diretoria o percentual de reajuste das faturas da Copel que entra em vigor no dia 24 de junho. A estatal solicitou um aumento de 5,92% que teria efeito médio de 3,16% para o consumidor final.
Segundo a Aneel, a diferença entre o valor solicitado e o aplicado para o consumidor acontece porque há o desconto de efeitos financeiros do reajuste de 2010, isto é, sobra um resíduo que precisa ser descontado.
No ano passado, o reajuste médio foi de 2,46%. Os consumidores de baixa tensão (residências e pequenos comércios) tiveram a conta reajustada em 3,65% e os clientes de alta tensão (indústrias e grandes consumidores) em 1,61%.
Quando Orlando Pessuti assumiu o governo no ano passado, acabou com o desconto tarifário criado por Roberto Requião, o que encareceu a tarifa. Em junho de 2009, a Aneel havia autorizado um aumento de 13% nas tarifas, mas a alta não foi aplicada imediatamente pela companhia, por meio de descontos para quem pagavam a conta em dia.
Para calcular os índices de reajuste a Aneel leva em conta a variação de custos que a empresa teve nos últimos 12 meses. Ainda entram na conta o custo da distribuição que tem impacto da inflação medida pelo Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) e o fator X, cálculo baseado na produtividade das concessionárias.
Hoje, também serão decididas as novas tarifas de duas pequenas distribuidoras de energia do Paraná - a Companhia Campolarguense de Energia (Cocel), de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, e a Companhia Força e Luz do Oeste (CFLO), de Guarapuava.

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