Curitiba - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou, ontem, o reajuste anual na tarifa de luz cobrada pela Companhia Paranaense de Energia (Copel) em 7,8%, em média. As novas tarifas podem entrar em vigor a partir de amanhã, 24. A autorização é válida para os 3,21 milhões de consumidores nos 393 municipios atendidos pela empresa no Paraná.
O percentual autorizado pela Aneel não é o mesmo para todas as categorias de consumidores. As residências foram contempladas com uma redução de 0,05% nas tarifas. Já os consumidores de grande porte, como indústrias, shoppings e grandes empreendimentos comerciais, poderão ter reajuste que varia de 8,33% a 15,25%, conforme o nível de consumo.
Mas o repasse desse reajuste nas contas de luz será decidido nos próximos dias pelo presidente da empresa Rubens Ghilardi com o governador Roberto Requião, representante do Estado, que é o acionista majoritário na estatal.
A Copel vem mantendo uma política de descontos para o consumidor que paga em dia as tarifas de luz, desde junho de 2003. Segundo a assessoria da empresa, ainda será decidido se a política de descontos será mantida.
A decisão da Aneel confirma a política do governo federal de extinguir os subsídios cruzados, que existe há muito tempo no País. Os consumidores residenciais pagavam tarifas mais altas para subsidiar os consumidores industriais, de alta tensão, contemplados com percentuais menores de reajustes. Com o reajuste menor para as residências, a Aneel quer encurtar a distância que existe nas tarifas entre as diferentes classes de consumidores.
No Paraná, os consumidores que pagam a conta em dia vêm sendo beneficiados com um desconto de 8,2%, em média, concedido pelo governo do Estado. O desconto foi iniciado em junho de 2003, quando a Aneel autorizou um reajuste de 25,27% e a Copel não repassou o aumento, por decisão do governador Requião. Ele argumentou que era preciso reduzir a inadimplência na estatal que beirava 5,4% do faturamento da empresa.
O desconto permaneceu por seis meses, quando em janeiro de 2004 foi repassado um reajuste de 15% e o restante continuou como bônus. Em junho de 2004, a Copel foi autorizada em reajustar as contas em 14,43%. A empresa repassou o resíduo que faltava do ano anterior e não repassou o reajuste autorizado pela Aneel. Ele foi parcialmente repassado posteriormente, sendo que ainda permanece o resíduo.
Com essa política, a inadimplência na Copel reduziu à menos da metade e hoje ela corresponde a 2,3% do faturamento da empresa.

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