Consumo se sustenta durante crise
Mesmo em um cenário de piora na economia nacional, o consumo de produtos de higiene e beleza deve se manter estável, ou cair pouco. Pesquisa da Nielsen mostra que, em caso de endividamento, o consumidor tende a retrair em apenas 8% esta compra; o maior corte acontece no setor de alimentos, 17%, seguido de bebidas (16%). O consultor econômico da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Marcos Rambalducci, explica que esses produtos já se consolidaram como parte da cesta de consumo dos brasileiros.
"As mulheres, e também os homens consumidores, vão abrir mão de outro tipo de produto para que possa ter espaço para estes", afirma. Rambalducci diz que, a despeito de alguma crise financeira que venha a atingir outros produtos de consumo, o mercado de higiene e beleza será preservado. "Não se espera de jeito nenhum que atinja esse mercado, pelo contrário, em situações de estresse ou dificuldade, aumenta esse tipo de consumo; as pessoas buscam melhorar a autoestima", justifica. O consultor aponta o aumento da renda média da classe trabalhadora e, fundamentalmente, a inserção da mulher no mercado de trabalho como fatores que impulsionam esse mercado. (C.F.)





