Consumo planejado para iniciar 2009 com o pé direito
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domingo, 28 de dezembro de 2008
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Na expectativa de como será os primeiros meses do ano diante da crise financeira mundial, 2009 vai entrar repleto de dúvidas para os consumidores brasileiros: Gastar ou não gastar? Investir ou não investir? Economizar ou não economizar? Para a consultora em saúde financeira Suyen Miranda, a melhor opção está no equilíbrio e não nas decisões extremadas.
Ela afirma que é interessante consumir porque a pessoa se sente bem quando compra algo que deseja e assim ajuda a economia a se movimentar - processo fundamental nesses momentos de crise - mas todos os gastos devem ser moderados, com algumas reservas, evitando endividamentos para que possíveis mudanças na economia não peguem o consumidor de surpresa.
Para Suyen, o primeiro semestre do próximo ano será marcado pela retração econômica, pelo menos até abril. ''Haverá um 'frio' psicológico, uma situação mais imaginária do que real propriamente'', pontuou a especialista. Segundo ela, esse período não deve durar muito porque a economia do Brasil é forte e deve se sair muito bem dessa crise.
Em meio aos desejos para um ano feliz e próspero, a consultora salienta a importância de planejar atentamente qual o ''cenário financeiro'' que trará sucesso no novo ano e a possibilidade de fugir da crise. ''O momento de fim de ano, que traz uma reflexão sobre o que foi 2008 é perfeito para levantar questionamentos sobre o que deu certo e o que não deu certo ao longo do caminho'', explica a consultora.
Para quem tem economias, aplicações, mas está com algumas dúvidas sobre o que fazer com o dinheiro, Suyen comenta que do ponto de vista racional o momento é interessante para alguns tipos de investimentos. A compra de carro zero é um deles. ''As concessionárias estão fazendo promoções, reduzindo as taxas de juros. Para quem pode, o melhor mesmo é comprar à vista porque as vantagens são inúmeras'', recomenda, lembrando que o governo reduziu ou zerou o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de alguns modelos. ''Além disso, por conta da crise que provocou a redução nas vendas, a oferta de produtos tem sido maior que a procura e as concessionárias querem esvaziar o estoque'', afirmou.
Imóvel também se destaca como uma boa alternativa para quem está com dinheiro nas mãos. Segundo ela, é possível fazer bons negócios. Já, para aqueles que pretendem vender carros usados ou imóveis a hora não é das mais adequadas. Esses bens estão um pouco desvalorizados, apontou a especialista. Os carros usados, segundo ela, porque competem de frente com os novos que estão com muitas vantagens para o consumidor. ''A não ser que a pessoa precise muito vender, o melhor é esperar'', orientou.
Quanto a aplicações bancárias ou de mercado, Suyen observa que a opção bolsa de valores deve ser descartada para aqueles que nunca aplicaram nessa modalidade. ''Para quem nunca mexeu com esse grau de investimento o mais recomendado é adiar a idéia. Poupança e renda fixa são boas opções'', disse. Bolsa de valores, acrescenta ela, só para as pessoas que já estão familiarizadas com o negócio e se comportam bem diante das oscilações de mercado.


