A crise da pecuária leiteira será discutida nesta terça-feira pelo Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Paraná (Sindileite/PR). Após as denúncias de adulteração do leite, ocorrido em Minas Gerais no mês passado, as indústrias paranaenses perceberam uma migração do consumo do leite longa vida para o pasteurizado. No entanto, números da produção, de mercado e preços serão discutidos somente na próxima semana. O Paraná tem 20 indústrias de leite, das quais 5 utilizam o processo UHT (longa vida).
Segundo o presidente do Sindleite, Wilson Thiesen, por enquanto não há avaliações de mercado. Inclusive, durante a reunião, será avaliada a perfomance do Paraná no ranking nacional de comercialização de leite. Antes da crise, cerca de 54% do leite longa vida no Brasil era comercializado em outros Estados. Agora, com as denúncias de fraude feitas por cooperativas de Minas Gerais (um dos maiores Estados produtores do País) há a expectativa de que as vendas do Paraná para outras unidades tenha aumentado.
O Paraná produz anualmente cerca de 2,6 bilhões de litros de leite, o equivalente a 10% da produção nacional. Segundo estatísticas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), no mês passado o preço do litro de leite longa vida no varejo caiu 16,8% comparando com setembro, enquanto o custo do litro do produto pasteurizado teve redução de 13% (veja quadro). Já o preço pago ao produtor caiu 7%, de R$ 0,70 para R$ 0,65 o litro.
No entanto, essa queda de preços era esperada uma vez que outubro já é período de safra do leite. Além disso, as chuvas contribuíram para a recuperação das pastagens.

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