A economia esboçou sinais ainda tímidos de recuperação e os técnicos do governo - no mesmíssimo estilo dos seus antecessores - comemoram. Na verdade, o gradualismo na retomada do consumo, como vêm sendo chamadas algumas bolhas de demanda, não deve ser creditado à redução dos juros básicos, cujos efeitos sobre o mercado de bens de consumo, todos sabem, não é assim imediato.
É plausível, mas não chega a ser ''profundamente meritória'' - como sugerem os membros do Conselho de Política Monetária - a redução da taxa de juros de 19% ao ano para 17,5%. Na verdade veio tarde e em dose excessivamente conservadora. Os bancos adoram o ritmo.
E antes que o governo resolva comemorar o ''espetáculo do consumo'', a melhor explicação para o atual cenário é a do consultor em varejo, Moacir Moura, de Curitiba (matéria da Folha Rural deste sábado). Segundo ele, a expectativa do comércio é que o consumidor vai se permitir uma mesa mais farta já que continua sem renda para investir em projetos maiores como viagens, compras de veículos ou reformas de casas.
Em todas as variantes da linguagem econômica isto chama-se deslocamento de consumo. Não recuperação do poder de compra.
Cocamar/Coamo - O parque industrial da Cocamar, de Maringá, presta serviços para a co-irmã e vizinha (85 km) Coamo, de Campo Mourão. Por sua vez, a Coamo fornece lotes de sementes de variedades de soja para cooperados da Cocamar.
Cocamar/Coamo 2 - A Coamo cede o terminal portuário que possui no Porto de Paranaguá para que a Cooperativa de Maringá faça embarques de farelo de soja. Já a Coamo estimula o plantio de canola entre seus associados, a partir de sementes fornecidas pela Cocamar, que adquire e industrializa toda produção vinda de Campo Mourão.
Cocamar/Coamo 3 - O presidente da Cocamar, Luiz Lourenço, reafirma que o bom relacionamento entre as cooperativas possibilita o ''constante intercâmbio de idéias''. Ao que o presidente da Coamo, Aroldo Galassini, deve ter retribuido: São parceiros e amigos que a gente tem...e bons vizinhos também.
Cocamar/Coamo 4 - Brincadeira à parte, os dois grandes PIBs agroindustriais do Paraná se reuniram ontem, na Cocamar. As diretorias ratificaram acordos que vêm dando certo desde 1995, conforme a Assessoria de Imprensa.
Sinergia - Esta união das cooperativas também existe em outras regiões, como no Sudoeste. Em outras, como no Norte e Norte Pioneiro, há brigas não declaradas. A maioria dos casamentos vai bem...até que inevitáveis disputas por território os separem.
Setor é forte - Uma coisa é certa, as cooperativas do Paraná são as mais bem-sucedidas e melhor organizadas do Brasil. E as mais fortes e estruturadas. O campo e a agroindústria do Paraná ganham com isso. E as competições, ou concorrências, entre cooperativas - onde quer que existam - são saudáveis.
Mercado - Feriado nos Estados Unidos ontem parou completamente o mercado de soja e milho. Mas hoje não é um dia morto, apesar de sexta-feira: o Usda divulga relatório de produção.

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