São Paulo - O varejo de material de construção também está otimista com a recuperação da massa de rendimentos da população. Nos últimos três meses, as vendas aumentaram 6% sobre igual período de 2005. ''Ainda não temos um espetáculo do crescimento , mas é um número interessante'', diz Cláudio Elias Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). A expectativa é de que as vendas cresçam entre 6% e 7% este ano.
A combinação da renda em alta e o dólar em baixa fez aumentar as importações. A Associação Brasileira dos Importadores de Produtos Populares (Abipp) já projeta para 2006 um aumento de 32,5% no faturamento das empresas do segmento - de R$ 8,3 bilhões, em 2005, para R$ 11 bilhões. Pelos cálculos da entidade, o volume de produtos populares importados deverá chegar a 200 milhões, ante 130 milhões no ano passado.
O consumo doméstico deverá ser o motor do crescimento econômico este ano. Empresas de consultoria estimam que a contribuição do setor externo, que empurrou para cima o Produto Interno Bruto (PIB) de 2004, agora deverá ser negativa. O crescimento das famílias pode ser explicado pelo aumento do salário mínimo, em maio. O novo mínimo vai representar um aumento real 13% (acima da inflação medida pelo INPC) no poder de compra de boa parte da população. (M.R./AE)

mockup