São Paulo - Os investimentos das redes varejistas devem seguir em ritmo acelerado este ano, superando na maioria dos casos os valores de 2011. Além da abertura e reformas de lojas, as empresas buscam este ano mais aportes na área de logística e tecnologia da informação (TI).
Os planos têm como base um cenário de crescimento das vendas este ano, sobretudo em mercados consumidores menos maduros e em rápida expansão, puxado pelo reajuste do salário mínimo, aumento da confiança do consumidor e queda dos juros. ''Com o aumento do número de lojas, fortalecemos o ciclo de crescimento do emprego e geração de renda'', afirmou o presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Fernando de Castro.
A rede varejista Lojas Renner, por exemplo, quer aumentar em 41% seus investimentos este ano, para R$ 420 milhões. Estes valores contemplam um nível recorde de abertura anual de lojas, reformas e investimentos em infraestrutura. No total, serão 36 novas unidades, quantidade superior às 33 do ano passado. Outra parte irá para a reforma de 25 lojas, das quais dez de grande porte, localizadas em shoppings, somando R$ 100 milhões. Em 2011, foram seis reformas. ''As reformas serão realizadas de forma gradual pelos próximos três anos, para não afetar muito as vendas num primeiro momento'', disse o presidente da Lojas Renner, José Gallo.
Gallo anunciou na divulgação dos resultados do quarto trimestre que a empresa poderá elevar a meta de atingir 255 unidades até 2015. Ao final do ano passado eram 167 lojas. ''Estamos vendo oportunidades adicionais de aberturas'', disse, citando o crescimento do mercado consumidor e a expansão de shoppings em cidades menores. ''Há muitas possibilidades que não observávamos antes.''
Outra rede que mira o interior é a Cia Hering, que atua no varejo e na indústria. ''Queremos avançar em cidades no interior dos Estados'', afirmou o presidente da empresa, Fábio Hering, acrescentando que, quanto às capitais, a expansão se dará principalmente no Sudeste.
A empresa projeta um aumento de 39% nos investimentos este ano, para R$ 66 milhões, sobretudo destinados ao aumento da capacidade produtiva e TI. De acordo com o executivo, a estratégia neste ano é crescer organicamente e reduzir custos de matéria-prima. Com um forte modelo de expansão por meio de franquias, a Hering tem uma menor necessidade de investimentos em abertura de lojas. Para 2012, a empresa pretende abrir 75 novas unidades da rede Hering Store, elevando a base para 507 filiais.
A companhia vai acelerar também este ano o formato voltado ao público infantil por meio da inauguração de 20 unidades da Hering Kids, projeto piloto testado no ano passado que em razão dos bons resultados será mantido. Entre Hering Store e Kids, foram 88 novas unidades no ano passado.

mockup