Rio de Janeiro - O consumo de energia elétrica no Brasil subiu 3,6% em 2011, atingindo 430,1 mil gigawatts-hora, depois de ter crescido 7,8% em 2010 (419 mil GWh), segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgados ontem.
O setor industrial, que em 2010 havia liderado o crescimento e disparado 10,6% no ano, em 2011 foi o que registrou o pior resultado, uma alta de 2,3%, superada pelos bons desempenhos dos setores comercial (6,3%) e residencial (4,6%). A EPE destacou que em 2010 as elevações do consumo da indústria foram mais significativas porque refletiam a recuperação desse segmento em relação à crise econômica de 2009.
Dezembro
Em dezembro, o consumo de energia elétrica no Brasil subiu 1,4%, com o setor industrial também na lanterna na comparação com o ano anterior. A indústria consumiu apenas 0,4% a mais do que no ano anterior, enquanto o setor comercial teve incremento de 3% e o residencial de 2,3%. Por região, o consumo industrial do Sudeste, onde fica a maior parte do parque industrial do país, registrou o pior resultado e ficou negativo em 1,8% em dezembro.
Bons índices

A Copel registrou em 2011 os menores índices de desligamentos não programados de sua história. A Duração Equivalente por Consumidor (DEC), que mede o tempo médio em horas durante o qual os domicílios permaneceram desligados ao longo do ano foi de 10,35 - o que representa uma redução de 10% em relação ao índice verificado no ano anterior. Já a Frequência Média por Consumidor (FEC), dado que informa a quantidade média de desligamentos no ano, encerrou em 8,12 - diminuição de 14% em relação ao resultado de 2010.
Para Lindolfo Zimmer, presidente da Companhia, o resultado é fruto de trabalho intenso e de investimentos. O diretor de distribuição da Copel, Pedro Augusto do Nascimento Neto, disse que a redução dos índices de desligamentos apurada pela companhia em 2011, com a consequente melhoria na qualidade do fornecimento, pode ser extremamente benéfica para os projetos de crescimento e de desenvolvimento do Paraná.
''A intensa automatização dos processos industriais gerou uma sofisticação tecnológica que passou a exigir padrões de estabilidade e confiabilidade condizentes no suprimento de eletricidade. Isso fez com que a qualidade dos serviços elétricos alcançasse o patamar de condição estratégica'', afirmou o diretor.

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