Consumo é de 4 pares de sapato por ano
Curitiba - A pesquisa Mercado Potencial de Calçados em Geral, realizada anualmente pelo Núcleo de Inteligência do Mercado do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), apontou que o brasileiro consome 4,1 pares de calçados no ano, o equivalente a R$ 117,28 em valor de fábrica, sem considerar o lucro do varejo.
Os calçados de couro são os que têm o maior valor em consumo com R$ 57,36, seguidos de calçados de plástico e borracha com R$ 25,44. Em 2012, o brasileiro consumiu, em média, 2,1 calçados de plástico ou borracha e 1,2 de couro.
O estudo revela ainda que, nos últimos quatro anos, a participação relativa das lojas de rede especializadas na distribuição de calçados foi o canal que mais cresceu, de 34,1% para 39,6%, entre 2008 e 2012. Isso equivale a um crescimento de 23% no período, em volume de pares, o que consolida a sua posição como principal canal de venda do produto.
As lojas independentes de calçados (lojas tradicionais, multimarcas, não organizadas em rede) cresceram 15,5% em pares no período e também aumentaram sua participação relativa. Já os demais canais de venda (lojas de departamento, lojas de vestuário, hipermercados) recuaram em volumes (-8,6%) e em participação relativa de 50,4% em 2008 para 43,5% em 2012.
A vendedora de veículos Márcia Evangelista costuma renovar a coleção pessoal de calçados duas vezes por ano, no inverno e no verão. Em cada compra gasta cerca de R$ 800, valor geralmente parcelado no cartão de crédito.
"Tenho cerca de 50 pares de sapatos. Mas, a cada dois novos que entram procuro doar dois", contou. Ela disse que, geralmente, espera as épocas de promoção para fazer compras e também procura reformar sapatos e trocar a cor de pares para poder usá-los novamente.
"Só compro sapato em promoção e de boas marcas", disse a professora universitária Maria Luisa Scardini. Ela contou que gasta cerca de R$ 400 no inverno e outros R$ 400 no verão para renovar a coleção. "Acredito que tenho cerca de 20 pares de calçados e, aquilo que não uso mais, procuro doar", disse. (A.B.)





