O mercado interno tem capacidade para absorver cerca de 1 bilhão de litros de suco de laranja por ano, num prazo de cinco anos, disse ontem Ademerval Garcia, presidente da Abecitrus. Isso representaria um total de 50 milhões de caixas, o equivalente à sobra registrada no ano passado.
Para ele, a exploração desse potencial de mercado ainda está ‘‘crua’’, mas vem apresentando crescimento ‘‘impressionante’’. Desde que começou em 1992, a comercialização de suco no País – tanto pelas grandes empresas como Parmalat e Nestlé, ou com pequenas empresas regionais de suco natural –, o consumo de suco no mercado interno vem crescendo uma média de 20% ao ano.
A previsão é de que este ano sejam comercializados 200 milhões de litros, contra 160 milhões no ano passado e 125 milhões em 98. No total, esse negócio chega a movimentar US$ 500 milhões, segundo afirmou.
O executivo vê como principal ‘‘entrave’’ para expansão deste mercado o atual preço que o consumidor ainda paga pelo suco nas prateleiras de supermercados. ‘‘É injusto competir no mercado como bebida, ao lado de multinacionais, pagando os mesmos impostos. O certo é o suco ser enquadrado como alimento’’, disse.
A questão da nomenclatura do suco como alimento também facilitaria, disse ele, sua adição na merenda escolar. O projeto previsto no Pacto do Setor Citrícola, previa que as escolas estaduais e municipais passassem a oferecer suco de laranja em vez dos refrescos, mas isso não pôde sair do papel, porque o suco não passa pelo crivo de uma concorrência pública com demais refrescos, tipo Tubaína, que chega a custar R$ 0,60 cada dois litros, por exemplo.

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