Comportamento semelhante ao dos alimentos foi constatado no caso das roupas e dos calçados. De acordo com a pesquisa da Pythia Research, cresceu de 28,5% em dezembro para 34,4% em março deste ano o contingente que planeja reduzir gastos com vestuário. Em março do ano passado, 42,8% dos entrevistados informaram que iriam comprar menos roupas e calçados.
Também na comparação anual, diminuiu de 18% para 13,1% a fatia dos que vão comprar mais e aumentou de 37,1% para 47,3% o contingente que não vai alterar os volumes de compras.
Consumidores ouvidos pela Folha confirmam o resultado da pesquisa. A dona de casa Janete da Silva Souza contou que, por causa da crise, reduziu as despesas com vestuário. A solução para manter os filhos bem vestidos é passar as roupas do mais velho para o mais novo. ''Como eles estão em fase de crescimento, perdem muitas coisas novas'', comentou.
Na contramão da tendência apontada pela pesquisa, a empregada doméstica Dalgisa Santos, 40, pretende comprar mais roupas e sapatos neste ano. ''Mudei de emprego e meu salário aumentou'', comemora ela, que passeava pelo centro da cidade carregada de sacolas. ''Comprei edredons e dois sapatos para o meu filho mais novo. É para durar o ano inteiro'', disse.

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