Consumo de peixe cresce 30%
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quarta-feira, 04 de abril de 2007
Reportagem Local 
A Semana Santa deve aumentar o consumo de pescados em 30%, em média, em todo o País. A projeção é da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca da Presidência da República (Seap), órgão do Governo Federal responsável pelo setor pesqueiro nacional. A procura maior está sendo registrada nos grandes centros consumidores do País, onde pescadores, produtores e comerciantes estão mobilizados para atender a demanda extra e garantir a oferta de um pescado de qualidade. A recomendação aos consumidores, devido à grande procura pelos pescados, é que fiquem atentos à qualidade do produto e higiene do local de comercialização, para que não ocorram problemas como a compra de peixe em más condições de conservação.
As regras para a compra de um peixe de qualidade são simples e de fácil compreensão. O peixe fresco deve ter corpo firme e brilhante, escamas bem agarradas, guelras bem vermelhas e olhos salientes e brilhantes.
Segundo nutricionistas, peixe é sinônimo de saúde. Tem menos calorias, contém proteínas de alto valor biológico, baixo teor de gordura e é fonte de vitaminas, minerais e Ômega 3. O peixe fortalece o sistema imunológico, contribui para diminuir as chances do aparecimento do Mal de Alzheimer, pressão alta, câncer e depressão. Faz bem ao cérebro e fortalece os ossos.
O consumo de peixe no Brasil ainda está abaixo da média mundial. São cerca de 6,8 a 7,8 kg/habitante/ano. O recomendado pela Organização Mundial de Saúde é 12 kg/hab/ano. A média mundial é de 16 kg/hab/ano segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Nos países desenvolvidos, a média de consumo de pescado é maior: chega a 23 kg/hab/ano. Nos países mais industrializados é maior ainda: 28 kg/hab/ano.
No Brasil, estimativas da Seap indicam que os estados do Pará, Amazonas e Amapá são os que mais consomem peixe, com mais de 30 kg/hab/ano. Santa Catarina e Rio de Janeiro também consomem bastante, mas em escala menor (cerca de 13 kg/ ano). Minas é um dos estados com consumo mais baixo (não deve passar de 3 kg ano por habitante). São Paulo está na média, com 8kg/hab/ano.
As espécies de peixes mais consumidas, segundo as vendas do Ceagesp, maior entreposto de comercialização de pescado na América Latina, com mais de 40 mil toneladas comercializadas em 2005, são sardinha (15% da venda total de 2005 na Ceagesp), pescada, corvina, cação e tilápia.


