Umuarama - A população de Umuarama consome 15 mil litros/dia de leite in natura. A estimativa é do veterinário Luiz Alberto Zawadski, da Emater, que fez o estudo para implantação de um laticínio comunitário no município. O laticínio começa a funcionar dia 10 de maio e deve pôr fim à venda de leite cru, além de garantir o lucro dos produtores. A estimativa de consumo é duas vezes maior que a de 5 anos atrás. Segundo Zawaski, a venda de leite diretamente das propriedades para o consumidor aumentou devido aos baixos preços pagos pelos laticínios.
As empresas pagam entre R$ 0,19 e R$ 0,20 por litro, enquanto o custo de produção na região varia entre R$ 0,19 a R$ 0,22 centavos. A venda direta garante ao produtor uma margem de lucro de pelo menos 50%. Para os consumidores também é um bom negócio. Pagam de R$ 0, 20 a R$ 0,30 centavos menos que no supermercado, recebem o produto diariamente na porta e tem 30 dias de prazo para pagar. O problema é o risco que o consumo de leite cru representa para a saúde pública. Aproximadamente 70% do leite vendido nas ruas apresentam algum tipo de contaminação.
Segundo Zawasdki, o laticínio comunitário vai pagar aos produtores no mínimo R$ 0,35% centavos por litro na plataforma. Para o consumidor, o leite pasteurizado e embalado será fixado em R$ 0,65 centavos Quem produz e revende terá um lucro médio de 100%. O laticínio reúne 63 produtores e vendedores, responsáveis pela comercialização diária de 8 mil litros. ‘‘Os que não aderiram ao projeto terão de se associar ou parar a atividade, porque o serviço de vigilância municipal começará a apreender o leite clandestino’’, alertou Zawadzki.
O veterinário cadastrou 200 pequenas propriedades que produzem entre 100 a 200 litros de leite por dia, a maior parte vendida nas ruas, as quais deverão ser integradas ao projeto do laticínio comunitário. O laticínio começa pasteurizando 8 mil litros de leite por dia, mas tem capacidade para 15 mil litros. A Emater começa agora um trabalho nestas propriedades para melhorar a saúde dos animais e a higiene no processo de coleta e transporte do leite. Posteriormente, a associação poderá ampliar a usina e industrializar o leite, para agregar renda ao produto.

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