Segundo os dados captados pela LatinPanel, os domicílios brasileiros gastaram 28% mais com seguros de imóveis, 19% mais com material de construção para reformas, 14% mais com condomínio, 10% mais com aluguel e 5% mais com prestações da casa própria.
O mesmo fenômeno se repetiu com os gastos com saúde. Os domicílios gastaram 8% mais com este item, no comparativo entre 2006 e 2007. Este ano, os domicílios gastaram R$ 1.364,00 com cuidados com a saúde, na média Brasil. Em 2006, o valor foi de R$1.265,00. Mais uma vez, a Classe C também foi o destaque: R$ 1.237,00, em 2007, contra, R$ 1.088, em 2006.
O vestuário também consumiu mais recursos das famílias. Os gastos com itens do gênero cresceram 11%, na média Brasil, e passaram a responder por 6,4% do orçamento. A parcela destinada à vestimenta foi de R$ 1.170,00, em 2007, contra R$ 1.053,00, em 2006.
A pesquisa também captou evolução de gastos com alimentação fora do lar (crescimento de 8%), que passou a representar 4,6% dos gastos totais das famílias, e com lazer (+7%), item que passou a responder por 4,3% do orçamento dos domicílios.
Na contramão desta tendência, a alimentação dentro do lar perdeu força e os gastos com este item encolheram 11%, no comparativo com 2006. O item passou a representar 17,8% dos gastos das famílias. O gasto foi 17 % menor ao mês com frutas, verduras e legumes, e 15% menor com aves, carnes, ovos e peixes.
Enquanto os básicos perderam força, houve forte expansão do volume médio comprado de iogurtes (+17%), bebidas à base de soja (+17%), molho de tomate (+10%), salgadinhos (+8%).
O fenômeno também pode ser verificado nos comparativos de penetração, que refletem o número de domicílios que passaram a comprar determinados itens da cesta analisada pela LatinPanel. O item requeijão aumentou a penetração em 7 pontos percentuais.

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