Consumo de energia volta a crescer no PR
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba O Paraná já começa a apresentar recuperação no consumo de energia elétrica. Os últimos dados disponíveis do setor apontam um crescimento de 2,5% de janeiro a julho. Só em julho comparado com o mesmo mês do ano passado, o crescimento foi de 2,4%. O único setor que continua com queda no consumo de energia é a indústria que apresentou um índice negativo de -3,6% nos sete primeiros meses do ano. No primeiro semestre, a queda na indústria tinha sido maior e atingiu -4%. No segmento comercial houve aumento de 6,7%, no rural de 5,9% e no residencial de 5,1% no período de janeiro a julho.
Em julho, a queda no consumo industrial foi ainda menor e atingiu -1,3%. Vale lembrar que em janeiro a redução era bem maior e atingiu -8,3%. No setor comercial houve aumento de 5,4% em julho, no rural de 2,4% e no residencial de 5,4%. O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sandro Silva, explicou que a queda no consumo de energia da indústria está diretamente relacionada com a crise financeira que, neste mês, completa um ano. Segundo ele, as indústrias mais afetadas foram as exportadoras, as que produzem máquinas e equipamentos e as que dependem do crédito.
Silva destacou que com a retomada da geração de emprego a partir de maio houve aumento do consumo de energia no Estado. Ele explicou que o cenário do Paraná é melhor que o nacional devido à diversificação da economia do Estado que reduziu o impacto da crise. O Paraná conta com grande influência das indústrias ligadas ao agronegócio, do setor metalúrgico e das indústrias de vestuário. Um levantamento realizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostrou que o consumo de energia no Brasil caiu -2,8% em julho em relação ao mesmo mês de 2008. No acumulado de janeiro a julho, o consumo de energia elétrica apresentou queda de 2,7% sobre os sete primeiros meses de 2008.
O superintendente de mercado e regulação da Copel, Antônio Justino Spinello, disse que o crescimento no consumo residencial está ligado a melhoria da renda e ao aumento do crédito. No comercial, os motivos que impulsionaram foram o aumento das vendas e a abertura de novos estabelecimentos e no rural a melhora na renda e na safra agrícola. Para o fechamento do ano, ele prevê crescimento no consumo geral de energia e que a indústria encerre 2009 estável. A Copel está preparada para atender o crescimento do consumo do mercado, disse. Ele acredita em um segundo semestre melhor com a preparação da economia para o final do ano.
Já a estimativa de Silva é que o Estado feche 2009 com alta no consumo de energia superior aos 2,5% que foram registrados de janeiro a julho. Já a indústria deve ter queda, mas menor que os 3,6% que ocorreram nos primeiros sete meses do ano. O diretor da Enercons Consultoria em Energia, Ivo Pugnaloni, disse que o crescimento no mercado residencial também está relacionado com um maior número de horas de uso de eletrodomésticos e aumento no número desses equipamentos nas residências.


