Consumo de energia industrial sobe 11%
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 24 de maio de 2000
Agência Estado De Curitiba 
As indústrias paranaenses aumentaram em 11,2% o consumo de energia elétrica nos quatro primeiros meses do ano em comparação com o mesmo período do ano passado. A atividade industrial absorve 39% da eletricidade distribuída pela Companhia Paranaense de Energia (Copel), influenciando na variação média da empresa, apurada no Estado entre janeiro e abril, que apresentou crescimento de 6,9%.
Nesse período, a Copel distribuiu 5.480.291 megawatts/hora, enquanto no ano passado tinham sido consumidos 5.127.252 MWh. A diferença corresponde aproximadamente a toda a energia consumida em um ano por Cascavel ou Foz do Iguaçu. Somente as indústrias foram responsáveis pela absorção de 2.172.269 MWh contra 1.953.560 MWh no ano passado.
O setor comercial, que representa 16% do mercado consumidor, também teve variação superior à média estadual, ficando em 7,4%. O segmento rural consumiu 6,5% a mais, enquanto o residencial, que tem participação relativa de 27% no mercado atendido pela companhia, apresentou um crescimento de apenas 2 7%. No fim de abril, a Copel tinha 2.781.614 ligações no Estado, 3,1% superior ao número de clientes do ano anterior.
Os 43.142 consumidores industriais são divididos em 25 segmentos, dos quais 21 tiveram variação positiva no consumo. O segmento de material de transporte, onde se incluem as montadoras, fábricas de motores e fornecedores, teve o maior crescimento, com elevação de 62,8% em relação a igual período do ano passado, participando hoje com 5,5% do mercado industrial.
Outros setores que também tiveram aumento expressivo são os da indústria da construção, com variação de 24,2%, madeira (22,7%) e metalurgia (21,2%). Os dois ramos de atividade com maior peso dentro do mercado industrial setores de papel, papelão e celulose e os de produtos alimentares , com 45% de participação relativa, consumiram respectivamente 5,7% e 7,3% mais eletricidade que no ano passado.
Na comparação entre os quatro primeiros meses deste ano com igual período em 99, o consumo foi menor apenas nas indústrias de fumo, com declínio de 70,9%, refino de petróleo e destilarias de álcool, que caiu 17,9%, minerais não metálicos, com destaque para indústrias de cimento e cal, que diminuíram em 1,1% o consumo, e indústrias com classificação de diversas, onde a demanda caiu 2,8%.


