O consumo de energia elétrica industrial cresceu percentualmente mais em Maringá do que em Londrina no ano passado. Segundo levantamento da Copel, enquanto em Maringá foi registrado aumento de 8,9% no consumo nos dez primeiros meses do ano na comparação com 2006, em Londrina o crescimento no mesmo período foi de 3,16%, uma diferença de 5,74 pontos percentuais. O consumo de energia elétrica é o primeiro indicador a ser considerado para medir o índice de desenvolvimento industrial.
Os índices foram calculados pela economista Maria de Fátima Campos, professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Foram consideradas as médias de consumo em 2006 e entre janeiro e outubro de 2007. A pesquisa feita pela Copel mostra que, apesar do aumento do consumo de energia houve uma redução no número de consumidores industriais em Maringá. Em dezembro de 2006 eram 3.750 ligações contra 3.156 em outubro do ano passado. Já em Londrina, foram registradas 279 novas ligações no mesmo período. Desta forma, o número saltou de 3.508 para 3.787.
A companhia de energia atribui a redução do número de consumidores em Maringá à uma reclassificação, feita durante 2007, em todas as ligações elétricas. ''Em 2006 e 2007 houve um boom na construção civil e as obras em andamento são classificadas como ligações industriais; quando estas obras são concluídas as ligações são reclassificadas. Este trabalho é feito anualmente, mas não em todos os municípios. Em 2005 essa reclassificação tinha sido feita em Londrina e Curitiba'', explica Antônio Justino Spinello, superintendente de Mercado da Copel.
Apesar disso, as estatísticas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego confirmam o crescimento das indústrias nos municípios. Em Londrina, por exemplo, foram criadas 1.746 novas vagas na indústria até novembro do ano passado 2007, enquanto o setor encerrou 2006 com 408 novos empregos. Portanto, houve um incremento de 427% na geração de postos de trabalho. Apesar do alto índice, em Maringá o aumento foi superior ao local. Até novembro de 2007, haviam sido criadas 2.291 novas vagas, contra um saldo de 470 no ano anterior, o que gerou um crescimento de 470% na geração de novos postos de trabalho.
Capital - Nos dois municípios do interior, o crescimento do consumo de energia elétrica e da geração de empregos industriais foi maior do que o registrado em Curitiba. Na capital, o consumo cresceu apenas 0,16%. A média de consumo de 2006 foi de 75.429 megawatts, enquanto a média ano passado (entre janeiro e outubro) foi de 75.550 megawatts. O número de consumidores industriais saltou de 11.591 em dezembro de 2006 para 12.045 em outubro de 2007.
''Em Curitiba temos um mercado cativo, o crescimento do consumo de energia não foi pequeno. O que ocorre é que a distribuição de energia para as indústrias é feito por duas empresas: Copel Geração e Copel Distribuição. Embora sejam empresas do mesmo grupo, elas têm CNPJ diferentes'', explica Spinello. A geração de empregos também foi menor em porcentagem. O saldo (diferença entre as admissões e os desligamentos) de novas vagas cresceu 189% até novembro de 2007 na comparação com 2006.

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