Consumo de energia deve subir 3,8%
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terça-feira, 07 de janeiro de 2014
Daniela Amorim<br>Agência Estado 
São Paulo - Se o parque industrial brasileiro ajudar, o consumo de energia elétrica deve crescer 3,8% no País em 2014 em relação a 2013, previu Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. A expectativa é que a indústria mantenha o ritmo de recuperação no consumo conquistado desde junho do ano passado, e que comércio e residências mantenham taxas altas.
A Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica de novembro, divulgada ontem pela EPE, mostra que o consumo de energia elétrica acumula uma alta de 3,3% de janeiro a novembro de 2013. "A indústria é que estava tendo queda (no consumo). A partir do meio do ano, ela (a indústria) passou a recuperar e, aparentemente, está em trajetória de ascensão", disse Tolmasquim. Segundo ele, para este ano, a expectativa é de "recuperação da indústria e que permaneça alta a taxa de consumo residencial e comercial".
O resultado de 2013, considerado satisfatório pela EPE, foi puxado pelos segmentos residencial e comercial. O consumo de energia nas residências do País cresceu 6,2% de janeiro a novembro. Já o consumo comercial teve alta de 5,5% no período. "Esse aumento do consumo nas residências tem muito a ver com os fatores de aumento de renda, de poder de consumo, de oferta de crédito", explicou Tolmasquim.
Por outro lado, no acumulado de janeiro a novembro de 2013, a taxa de crescimento do consumo de energia elétrica pela indústria foi de apenas 0,4%, refletindo a crise na produção que o setor vinha atravessando.
O Boletim de Carga Mensal, divulgado também ontem pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), aponta que a carga de energia elétrica no País - que considera a soma do consumo e das perdas de energia do sistema - cresceu 3,7% em 2013. O Sistema Interligado Nacional atingiu 64,348 mil megawatts (MW) médios em dezembro, uma alta de 2,9% em relação ao mesmo mês de 2012.
Apesar do crescimento, houve queda de 0,5% no resultado do subsistema Sudeste/Centro-Oeste no mês. Segundo o ONS, o recuo foi provocado por um comportamento atípico verificado em dezembro de 2012, quando a ocorrência de temperaturas acima da média para essa época do ano refletiu-se em um aumento da carga residencial e comercial, com a maior utilização dos aparelhos de refrigeração e ventilação. Além disso, "o comportamento da carga desse subsistema tem sido fortemente afetado pelo comportamento da indústria, que ainda não apresentou uma dinâmica de recuperação bem definida", apontou o operador no boletim.
Entre as demais regiões do País, a carga de energia elétrica teve expansão de 4,8% no Sul; no Nordeste, o crescimento foi de 2,5%; e no Norte, a carga aumentou vigorosos 30,7%, refletindo o ingresso de Manaus (AM) ao Sistema Interligado Nacional (SIN) no começo de julho de 2013.


