O consumo de energia elétrica no País apresentou um crescimento de 1,4% em julho na comparação ao mesmo mês do ano passado. O montante total de energia utilizado foi de 35,9 mil gigawatts-hora (Gwh). Os números foram divulgados pela Empresa de Pesquisa Energética, através da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica.
O consumo nacional foi puxado prioritariamente pelo segmento de comércio e serviços, com elevação de 6,6%. Em segundo lugar - com um aumento bem menos significativo - ficou o consumo residencial, na casa de 1,7%. Já a indústria apresentou queda pelo segundo mês consecutivo e fechou em 1,6%.
De fato, o número mais importante do balanço diz respeito ao consumo na região Nordeste do País. Nos primeiros seis meses do ano, a região apresentou alta de 5,8%, superando em dois pontos percentuais o desempenho nacional no mesmo período, que fechou em 3,8%. Os três segmentos mais fortes na região foram o comercial (9,1%), residencial (6,2%) e o industrial (1,2%). No conjunto do País, os índices foram 0,9%, 4,6% e 7,3%, respectivamente.
Paraná
No Paraná, a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) ainda não divulgou os números fechados do mês de julho. O último balanço apresentado pela companhia é a respeito dos números do primeiro semestre, que apontaram alta de 2,2% em relação ao ano passado. O total de energia elétrica consumido em todo o Estado foi de 12,6 mil gigawatts-hora (Gwh), contra 11,9 mil em 2011. ''A taxa média de elevação varia entre 3,9% a 4,2%. O que aconteceu é que alguns grandes consumidores saíram da nossa malha e estão comprando energia de outros fornecedores'', explica o engenheiro eletricista do Departamento de Estudos de Mercado da Copel, Rafael Guimarães.
A variação de consumidores também aumentou 4,2%, atingindo quase quatro milhões de ligações. Na avaliação por segmentos, a área rural apresentou a maior elevação (8,7%), seguido da industrial (6,7%), da residencial (4,6%) e, por fim, da comercial (4,3%). ''A taxa da área rural apresentou este bom crescimento porque em 2011 ela acabou ficando abaixo da média. Isso aconteceu devido a uma resolução da Aneel que solicitou uma reclassificação de alguns consumidores'', comenta Guimarães.
Até o final deste ano, a expectativa da Copel em relação ao crescimento de consumo é ficar na casa dos 4%. ''Fechamos o semestre em 2,2% devido a esta reclassificação de consumidores, que agora já está sendo readequado.'' (Com Agência Brasil)

Imagem ilustrativa da imagem Consumo de energia cresce 1,4% em julho
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