Brasília – Três meses após o fim do racionamento, o consumo de energia elétrica ainda está bem abaixo do previsto. A economia voluntária de energia –efeito dos hábitos adquiridos durante a crise e de ganhos de eficiência na indústria– fez com que no Sudeste e Centro-Oeste, em maio, o consumo tenha ficado 7,1% abaixo do previsto. No Nordeste, o consumo está 5,9% abaixo do previsto.
De acordo com o diretor-presidente do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Mário Santos, a economia de energia está sendo importante principalmente no Nordeste. Naquela região, as chuvas estão em 52% da média histórica, o que foi considerado pelo presidente do ONS como ‘‘muito crítico’’. A economia de energia e a ‘‘importação’’ da região Norte estão anulando o efeito negativo da falta de chuvas.
O ONS divulgou que não há risco de falta de energia neste ano nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Em 2003, no entanto, o risco de falta de energia é de 4,1% no Nordeste e de 2,1% no Sudeste e no Centro-Oeste. Para falta de energia com necessidade de corte maior do que 5% na carga, em 2003, as chances são de 0,5% no Sudeste e Centro-Oeste e 0,7% no Nordeste.
Ontem o governo divulgou tabela na qual monstra que o consumidor residencial paga tarifas até 190% maiores que consumidores industriais. A maior diferença está nos custos de distribuição e comercialização, onde supera 994%.
Para grandes indústrias, a energia (sem distribuição e comercialização) custa R$ 58,8 por MWh, em média. Para os consumidores residenciais, esse preço é de R$ 93,9 por MWh.

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