Consumo de cimento subiu 10%
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de julho de 1997
Agência Estado São Paulo 
O consumo de cimento cresceu no primeiro trimestre deste ano 10,63% no País sobre igual período do ano passado, e o ritmo prossegue agora, segundo levantamentos preliminares do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento, que dão conta ainda que o chamado consumo per capita é muito pequeno. O Brasil ocupa o nono lugar no consumo per capita de cimento no mundo, com 220 quilos por habitante/ano.
O mesmo estudo mostra que há no País, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC), espaço para crescer o consumo do cimento, que subiu 23,05% somente em 1996. O SNIC acredita que com as privatizações nas áreas de infra-estrutura, com a retomada dos financiamentos a moradias populares e com o aumento do poder de compra da população, esta circunstância venha a ser revertida nos próximos anos.
O País poderá fechar o ano com um consumo de cerca de 39 milhões de toneladas de cimento. A tendência do setor é de crescimento ainda maior para os próximos anos, diz estudo do SNIC.
O mesmo estudo diz que ao contrário do que já se tornou voz corrente, os preços do cimento, se considerados desde antes da implantação do real, apresentaram queda significativa nos últimos anos. A tonelada do cimento portland, que custava US$ 91,55 em julho de 1992, passou a custar US$ 58,77 em setembro de 96. Na realidade os preços praticados em março de 1997, deflacionados pelo IGP-DI da FGV, registravam queda de 56% em relação aos vigentes em janeiro de 1992. Até 1996, como a demanda por cimento havia caído, os preços também caíram. Mais recentemente, com o crescimento nos níveis de consumo, os preços passaram a experimentar uma ligeira recuperação. Atualmente, eles já se encontram em torno de US$ 65 a tonelada.


