Albari Rosa




Kraw Penas


Não vai faltar Estoque de cerveja no pátio da Brahma, em Curitiba: consumo explode com o Carnaval e o calor do verão. Acima, o diretor comercial da Antártica, Mário Ozório: verão 97 surpreende




As principais marcas de cerveja do País apostam em um aumento médio de 40% no consumo da bebida nesta temporada de verão em relação ao verão passado. O crescimento no mercado consumidor está sendo atribuído à estabilidade econômica e ao investimento pesado em marketing pelas empresas. Somente a Antarctica colocou R$ 25 milhões para promover a marca neste verão. No Estado, a diretoria regional da Brahma e da Skol concentraram esforços na disputa pelo litoral paranaense.
Segundo o diretor comercial da Antarctica para a Região Sul, Mário Ozório, o verão deste ano está superando as estimativas iniciais de venda de cerveja. O mês de janeiro fechou com um crescimento de 38% no volume de vendas em relação ao ano passado. No setor de refrigerantes, o aumento foi de 15%. Ozório disse que a estimativa é comercializar 3,7 milhões de dúzias de cerveja e refrigerante até o final do mês.
Nos quatro dias de Carnaval, as cervejarias conseguem escoar praticamente metade do que é produzido durante todo o mês. ‘‘Esperamos vender 2 milhões de dúzias de cerveja no Estado’’, calcula Ozório. Em outubro, a venda atingiu um milhão de dúzias.
As 22 fábricas da Antarctica de todo o País trabalham com 80% da capacidade de produção desde o início desta temporada. Nos três meses de verão, a produção aumenta em pelo menos 50%. Hoje, a capacidade instalada da Antarctica é para produzir 5 bilhões de litros por ano.
A Antarctica, que teve uma faturamento de R$ 3,6 bilhões em 95, comemora os números desta temporada. ‘‘Apesar das chuvas na segunda quinzena de janeiro, conseguimos reverter o quadro de vendas e fechar com um aumento na comercialização’’, diz Ozório. Ele acredita que a reestruturação da rede distribuidora ajudou no resultado positivo. Em todo o País, a empresa tem 850 distribuidores e 1 milhão de pontos de venda.
Classe CA rede de distribuição é considerada um fator determinante nas vendas da empresa. O gerente de venda da Skol, Mauro Augusto, disse que a proposta da empresa para este ano foi investir no litoral. ‘‘Até 95, não tínhamos uma boa distribuição no litoral. Melhorou 100%’’, avalia Augusto. Ele afirmou que os levantamentos feitos até agora mostram que o aumento nas vendas pode chegar a 30% nos dias do Carnaval.
A Brahma tem a mesma estimativa. O gerente de promoção e marketing da indústria Júlio Feijó disse que houve um aumento de 25% nas vendas em relação aos outros meses do ano e que no Carnaval, o índice chegará a 30%. ‘‘Houve um aumento geral em todo a região Sul e os números são resultados de uma campanha forte de marketing’’, afirma Feijó.
Além do marketing, a mudança no perfil do consumidor também colaborou para a indústria de bebidas rir à-toa. O Plano Real trouxe a classe C para o consumo de refrigerantes e cervejas. ‘‘Havia uma camada da sociedade que não consumia o que fosse supérfulo e que agora passou a ser um consumidor em potencial de bebidas’’, esclarece o publicitário Mário Gomes da Silva, da empresa Kobra Consultoria e Comunicação.

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