Consumo de carne de ovelha se mantém estável no Paraná
PUBLICAÇÃO
sábado, 20 de janeiro de 2001
Luiz C. Dias Junior De Guarapuava 
Os produtores de ovelhas da região de Central do Paraná deverão aguardar algum tempo para assimilar o impacto da doença descoberta no município de Candói (76 quilômetros a oeste de Guarapuava) e conhecer as consequências na comercialização da carne. A opinião é do secretário municipal de Agricultura de Guarapuava, Josef Pfann Filho.
O fato de a Argentina estar associando a doença Paraplexia enzoótica - que ataca e destrói as células nervosas dos cérebros dos ovinos -, com a da vaca louca, deverá causar uma queda nas vendas. O acontecimento ainda está muito precoce, mas o que não podemos é deixar que associem uma doença que já é conhecida em todo o mundo há mais de 200 anos, com registro dela inclusive na Inglaterra, com a da vaca louca, disse Pfann Filho. Uma não tem nada a ver com a outra, mas neste primeiro momento, em que o fato está muito recente, o consumo de carne de ovelha deve cair com certeza, completou.
Pelo fato de a doença encontrada ser exótica, Pfann Filho não acredita que ela se manifeste em outros animais na região. A eliminação dos animais com parentesco genético impede a disseminação da doença, disse.
Para o Frigorífico Isabella, exclusivo no abate de ovelhas para a maior rede de supermercado de Guarapuava, o Superpão, a doença não altera o mercado já que em janeiro as vendas caem naturalmente.
O frigorífico também fornece carne de ovelha para churrascarias em Guarapuava e Curitiba e não teve cancelamento dos pedidos já efetuados.
Nos supermercados da Rede Superpão (Guarapuava, Curitiba, Ponta Grossa, União da Vitória e Francisco Beltrão) o consumo de carne de ovelhas está normal, segundo o vendedor Rogério Antônio Vanin.


