Os produtores de ovelhas da região de Central do Paraná deverão aguardar algum tempo para assimilar o impacto da doença descoberta no município de Candói (76 quilômetros a oeste de Guarapuava) e conhecer as consequências na comercialização da carne. A opinião é do secretário municipal de Agricultura de Guarapuava, Josef Pfann Filho.
O fato de a Argentina estar associando a doença Paraplexia enzoótica - que ataca e destrói as células nervosas dos cérebros dos ovinos -, com a da vaca louca, deverá causar uma queda nas vendas. O acontecimento ainda está muito precoce, mas o que não podemos é deixar que associem uma doença que já é conhecida em todo o mundo há mais de 200 anos, com registro dela inclusive na Inglaterra, com a da vaca louca, disse Pfann Filho. ‘‘Uma não tem nada a ver com a outra, mas neste primeiro momento, em que o fato está muito recente, o consumo de carne de ovelha deve cair com certeza’’, completou.
Pelo fato de a doença encontrada ser exótica, Pfann Filho não acredita que ela se manifeste em outros animais na região. ‘‘A eliminação dos animais com parentesco genético impede a disseminação da doença’’, disse.
Para o Frigorífico Isabella, exclusivo no abate de ovelhas para a maior rede de supermercado de Guarapuava, o Superpão, a doença não altera o mercado já que em janeiro as vendas caem naturalmente.
O frigorífico também fornece carne de ovelha para churrascarias em Guarapuava e Curitiba e não teve cancelamento dos pedidos já efetuados.
Nos supermercados da Rede Superpão (Guarapuava, Curitiba, Ponta Grossa, União da Vitória e Francisco Beltrão) o consumo de carne de ovelhas está normal, segundo o vendedor Rogério Antônio Vanin.

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