Apesar do inverno chegar, oficialmente, apenas no próximo dia 21, já experimentamos dias mais frios. E com eles, naturalmente, mudam os nossos hábitos de alimentação. As comidas são mais pesadas, mais calóricas, até mesmo pela necessidade que o organismo tem de se manter mais aquecido. Com isso, o consumo da carne também é maior. Nos açougues da cidade e mesmo nos supermercados, as vendas crescem até 20% nesse período de temperaturas mais baixas.
As carnes mais procuradas são costela, dianteiro com osso e o músculo. De acordo com os açougueiros, estas são as melhores opções para fazer pratos cozidos. Os preços são convidativos. O quilo da costela, por exemplo, pode ser encontrado por R$ 3,99; o dianteiro com osso, por R$ 3,49 e o músculo, por R$ 5,15. Os cozidos são incrementados com batata, mandioca, caldos, folhas verdes e farinha, que ajudam a complementar a alimentação.
Nas churrascarias da cidade, o movimento nos dias mais frios, também é maior. Os gerentes calculam um aumento de até 20% no movimento de clientes.
Na churrascaria Galpão Nelore, por exemplo, o gerente Acredinaldo Barbosa afirma que as carnes mais procuradas neste período, além da costela que tem consumo diário o ano inteiro, são picanha e carneiro.
Em média, a churrascaria consome um total de 300 quilos de picanha e outros 400 quilos de carneiro por semana. ''Neste período mais frio, aumentamos os pedidos para 480 quilos de picanha e 550 quilos de carneiro por semana''. Em contrapartida, o consumo de saladas diminui. ''Temos uma queda de até 10% nas saladas. Todos preferem os pratos quentes''.
Na churrascaria Rancho Grill, o consumo de carne também é maior nos dias mais frios. Segundo o gerente João Batista de Almeida Barros, o bufê com pratos variados, é mantido sempre com dois tipos de carne. ''Muitas vezes o cliente prefere a carne do bufê, no lugar do churrasco''.
A churrascaria oferece 23 variedades de carne, além de 50 tipos de pratos frios e quentes e uma mesa com saladas. São 70 variedades de pratos, consumidos, principalmente, nos finais de semana, quando o movimento é maior. De acordo com o gerente, o consumo da carne depende muito do gosto do cliente.''Quem determina a quantidade e o tipo de carne consumida é o cliente. Temos que ter fartura e todas as carnes à disposição para atender todos os pedidos''.
Para isso, o estabelecimento é abastecido três vezes por semana. ''Trabalhamos com o produto fresco e por isso temos que ter um fornecedor rápido'', afirma o gerente. Os pedidos chegam a 500 quilos de carne por semana, mas dependem muito da demanda da cidade.''Em períodos com grandes eventos, temos que fazer pedidos maiores porque o consumo também aumenta''.
O carro-chefe, segundo Barros, é a picanha, consumida durante todo o ano. ''Mas em dias de frio mais intenso, o leitão à pururuca e a costela de porco, são bastante consumidos.'' Só de costela, são comprados 60 quilos por semana, neste período mais frio, 20 quilos a mais do que em dias mais quentes. O importante, segundo Barros, ''é oferecer carne de qualidade e sempre quentinha para o cliente''.

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