As famílias das classes D e E, com rendimento mensal de até quatro salários mínimos (R$ 1,4 mil pelos valores atuais), compraram 11% mais alimentos, bebidas e produtos de higiene pessoal e limpeza entre janeiro de 2003 e agosto deste ano, primeiro mandato do governo Lula.
  A pesquisa mostra que, além de ir mais às compras, esses consumidores aumentaram a variedade de produtos colocados no carrinho de supermercado e ampliaram em 35% seu gasto médio.
  Segundo a consultora da LatinPanel, Ana Claudis Fioratti, houve uma ‘‘sofisticação’’ na cesta de consumo na baixa renda, acesso a uma série de bens que não consumia antes, como salgadinhos, massas instantâneas, suco em pó e pós-xampus, entre outros. Esse reforço do consumo é explicado pelo programa Bolsa-Família, que contempla 11 milhões de famílias, pelo crescimento de 84,3% do crédito consignado, pelo aumento do emprego e pela queda nos preços dos alimentos. Mas, em contrapartida, o endividamento cresceu.
  Para fazer a pesquisa, o LatinPanel se baseou na cesta semanal de compras de 8,2 mil famílias nos últimos quatro anos. A amostra corresponde a 82% da população domiciliar no País. O volume consumido de bebidas, alimentos, produtos de limpeza e higiene subiu 5% no total.


Hoje a LatinPanel é a maior empresa de pesquisa de consumo domiciliar da América Latina. É a única empresa especializada na análise do comportamento de compra dos consumidores por meio de Painéis de Domicílios e Painéis de Indivíduos. Tem o objetivo de tornar-se independente da rede Ibope.


O Bolsa-Família, instituído pelo Governo Federal em 2003, exige que as crianças entre 7 e 14 anos freqüentem regularmente a escola para que possam receber a bolsa, que é de R$ 50 por família mais R$ 15 por criança, num máximo de R$ 90. A criança precisa assistir a pelo menos 85% das aulas. No entanto, até o fim do ano passado não havia nenhum controle da freqüência.


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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