Pelos postos de combustíveis de Londrina, é nítido que o etanol voltou a ser o produto de preferência para aqueles consumidores que possuem carros flex. Apesar da vantagem em relação ao rendimento do automóvel ser mínima a favor do álcool, a diferença de preços - que pode passar de R$ 1 em alguns estabelecimentos da cidade - é que faz a cabeça do motorista no momento de abastecer.
O administrador de empresas Jorival Bueno normalmente abastece com etanol, mas sempre faz a conta para saber qual é o produto mais vantajoso para seu automóvel. Depois do aumento estipulado pelo governo federal para a gasolina, ele continua firme na opção do álcool. ''Meu carro está fazendo 10 km por litro com este combustível e estou satisfeito. Porém, acho que R$ 1,99 (o litro) ainda é um preço abusivo aqui no centro da cidade. Há lugares que o combustível está sendo comercializado a R$ 1,81'', critica ele.
O empresário Júlio César Gomes da Silva diz que abastece seu carro 70% das vezes com gasolina e 30% com etanol, ''para evitar problemas no motor''. Porém, depois da disparada do combustível fóssil, ele está optando apenas pelo álcool no tanque. ''Sinceramente, nem estou vendo agora tanto pelo rendimento, e sim pelo meu bolso. O que fico inconformado é que depois que a gasolina subiu, o álcool acabou subindo também. Aí fica difícil'', salienta.
Já o militar Nivaldo Almeida Almirão também acabou saindo da gasolina para o etanol o que, para ele, acabou sendo interessante não só pelos valores de comercialização. ''O bom do álcool é que causa menos problemas no carro e o desempenho acaba sendo melhor.''

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