Na casa da psicóloga Cíntia Colli Cassiano, 30, o arroz e o feijão são cozidos em pequenas quantidades. O objetivo é evitar sobras e, consequentemente, o desperdício de alimentos. ''O preço está absurdo'', reclamou, lembrando que as altas são sentidas em outros produtos da cesta básica. ''Está tudo muito caro, só o salário não sobe'', disse ela, que tem uma filha pequena e não pode abrir mão do consumo de alimentos básicos como arroz, feijão e leite.
A dona de casa Cecília Moraes, 56, faz coro às reclamações. ''Não sei quais são os motivos, mas os aumentos estão abusivos'', comentou, referindo-se à renda familiar de muita gente que diminuiu durante esse período. Ela ainda não reduziu o consumo porque acha difícil substituir arroz e feijão. ''Temo, porém, pelas outras famílias, pois com esse preço muita gente não vai poder comprar.''

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