Consumidores temem fraudes em compras on-line
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de setembro de 2014
Mie Francine Chiba<br> Reportagem Local 
Cerca de 30% dos entrevistados em uma pesquisa divulgada pela ClearSale, empresa de soluções de prevenção à fraude e autenticação de vendas, afirmaram ter medo de fraudes nas compras on-line, seja através de sites falsos, seja pelo uso indevido de cartões de crédito. Uma a cada quatro pessoas disse que prefere fazer compras em lojas físicas para não ter que fornecer o número do CPF.
Especialistas dão razão para que os consumidores brasileiros tenham este receio. "Existem muitas fraudes sendo cometidas no meio eletrônico e fora dele", ressalta Gabriel Firer, coordenador de Projetos Corporativos da ClearSale.
Cláudio Martinelli, diretor geral da Kaspersky Lab para o Brasil, afirma que "os usuários que não estão protegidos têm motivos para estar preocupados" com fraudes em compras on-line. A maioria das pragas virtuais criadas no Brasil, diz o diretor, são voltadas a fraudes financeiras.
Uma das ameaças da internet mais preocupantes da atualidade é o malware do boleto. "Existem duas formas de atuação desta ameaça: a primeira é por meio de um vírus que se instala no computador. Quando o usuário entra no site do banco para pagar um boleto on-line, ele pode até estar digitando o número do boleto corretamente, mas o vírus dentro da máquina altera o código e o dinheiro que iria para a loja vai para a conta de um laranja."
A segunda forma como o malware atua é atraindo consumidores que perderam o prazo de pagamento para sites que prometem recalcular o boleto para pagar o documento sem juros. O que o site faz, entretanto, é emitir um boleto falso para que o pagamento seja direcionado à conta de um laranja, explica Martinelli.
Outra ameaça que está se tornando comum às compras virtuais são aquelas que se instalam em dispositivos móveis. Por isso, o diretor geral da Kaspersky Lab recomenda não fazer uso do banco pelo celular. "Agora é comum receber o token pelo telefone celular, e já existem vírus especializados em captá-lo para usar em transações fraudulentas."
De acordo com Martinelli, a única maneira de se proteger de ameaças como esta é mantendo no computador uma boa solução de segurança, que pode até incluir a autenticação de transações bancárias.
Para Firer, da ClearSale, outra dica é desconfiar de sites que não aceitam o cartão de crédito como meio de pagamento, apenas boletos, transferência ou depósito bancário. "Cartão de crédito é a forma de pagamento mais utilizada, e é uma garantia que o consumidor pode ter seu dinheiro de volta." Firer também recomenda pesquisar a reputação da loja pelo CNPJ ou por meio de outros usuários.
Em estudo realizado pela ClearSale no ano passado, o Paraná foi considerado o terceiro Estado do País mais seguro para se fazer compras on-line. Isso quer dizer que o número total de tentativas de fraude no comércio eletrônico no Estado foi o terceiro menor no Brasil, atrás apenas de Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Foram 6.776 tentativas de fraudes no Paraná em 2013, totalizando R$ 7,3 milhões, com tíquete médio de R$ 1.078 para cada compra.


