A reclamação mais comum nos aeroportos é a demora das companhias em informar os passageiros em caso de problemas com voos. A maioria dos consumidores ouvidos pela FOLHA no Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, diz que a falta de respostas e de ação dos funcionários das empresas aéreas em caso de atraso na viagem é a maior causa de revolta.
No entanto, os viajantes confessam que não conhecem todos os seus direitos para poder cobrar melhores serviços. Entre os entrevistados, apenas a necessidade de a companhia oferecer alimentação e hospedagem em caso de cancelamento de voos estava na ponta da língua.
A enfermeira Roberta Sarlo diz que não conhece todos os direitos que tem. Na ocasião em que teve um voo cancelado, porém, conseguiu passagem para o mesmo dia. "Já sabemos que, quando há atraso, eles (empresas) não resolvem. O problema é que não dão qualquer resposta quando perguntamos."
Com mais sorte, a gerente comercial Judith Schnaider conta que nunca teve problemas em aeroportos, mas que só buscaria os direitos mais básicos se estivesse fora do País. "Não precisaria de serviços de comunicação no Brasil", diz Judith, que também reclamou de falta de informações quando há atraso.
Já o engenheiro Daniel Constantino considera que tem uma boa base sobre os próprios direitos e que, em caso de cancelamento, é preciso brigar para não ficar à deriva na sala de embarque, sem informações sobre voos atrasados. "O grande problema é a Infraero, que é estatal. Quando privatizarem os aeroportos, vai melhorar. Mas é claro que as empresas também têm de melhorar." (F.G.)

mockup