Muitos consumidores têm percebido alterações no desempenho de seus aparelhos elétricos e eletroeletrônicos. O chuveiro não esquenta tanto, o ferro elétrico está mais frio que de costume, as lâmpadas fluorescentes estão mais fracas e o secador de cabelos não trabalha na sua potência máxima. Antes de pensar em consertá-los, certifique-se de que a distribuidora na área onde mora não baixou a tensão de energia elétrica, o que, na prática, enfraquece o desempenho dos aparelhos. Essa informação é do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
Segundo o instituto, caso o consumidor perceba essas alterações, deve procurar a distribuidora para verificação do nível de tensão. A Resolução 19, da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), de 26 de junho de 2001, autoriza uma redução de no máximo 5% no nível de tensão para não comprometer o uso dos aparelhos que deveriam estar adaptados a essa mudança, sem alteração no seu desempenho. O nível padrão é de 127 volts. O Idec acusa a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de não acompanhar a qualidade de tensão elétrica oferecida pelas distribuidoras.
Para compensar a perda de desempenho dos aparelhos, é necessário aumentar o tempo de uso ou substituir por outro de maior potência. Dessa forma, de acordo com o Idec, a economia pode ser nula ou o consumo de energia pode aumentar.
A queda na tensão pode danificar aparelhos a motor como geladeira e máquina de lavar roupas.

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