Consumidores pegos de surpresa
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quarta-feira, 04 de janeiro de 2017
Victor Lopes<br>Reportagem Local 


Na farmácia, claro, os consumidores não ficaram nada contentes quando informados pela reportagem acerca do aumento da alíquota do ICMS sobre os medicamentos a partir deste mês. Muitos fizeram questão de dizer o tamanho dos gastos com remédios com toda a família e que, hora ou outra, as farmácias já fazem reajustes durante todo o ano.
Funcionário público aposentado, Claudinei Dezotti calculou que gasta em torno de R$ 700 com medicação por mês com sua família, principalmente esposa e filhos. Num cálculo básico, o valor subirá para, pelo menos, R$ 742. "O complicado é que a reposição do meu salário sempre fica abaixo da inflação. Ou seja, sempre ficamos presos em um valor e estes reajustes acabam sempre nos fazendo falta depois".
Com a cesta cheia de medicamentos, a aposentada Lázara Leme da Silva ressaltou que gasta entre R$ 400 e R$ 500 mensais com medicamentos contra diabetes, pressão alta e outros problemas de saúde, somando ela e o marido. "Qualquer aumento que surgir pesa em nossas contas. O pior é que não tem como dividir esse valor, tem que pagar à vista, já que é um gasto que temos mensalmente. Se parcelarmos, acumula. Como não se trata de supérfluo, acabamos deixando de gastar em outros locais, como na alimentação. E olha que a maioria dos medicamentos receitados para nós não possuem genérico, o que complica ainda mais a situação", desabafou.
A escriturária Ana Lúcia Fontana também reclamou do aumento do imposto sobre os remédios. "É muito triste porque são os assalariados que mais precisam recorrer à medicação, sendo que os salários não acompanham os aumentos. Já estou considerando os preços elevados agora, sem contar o absurdo que geralmente variam de uma farmácia para outra". (V.L.)


