Para quem gosta de consumir as frutas exóticas, o preço não é problema. A maioria diz optar pela qualidade, como a comerciante Clysa Garcia Cid que gosta de experimentar frutas diferentes. ''Acho interessante e atraente essas novidades da fruticultura'', destaca.
A comerciante Lili Isper também diz não se importar com o preço pago nas frutas. ''Não faz parte do nosso hábito consumir frutas muito diferentes, mas acho que vale a pena experimentar produtos selecionados'', diz. Segundo o vendedor Paulo, de uma quitanda do Mercadão Shangri-lá, o seu público consumidor prima pela qualidades e pela novidade. ''Eles gostam de provar novos sabores. Alguns até acham caro, mas acabam levando porque aprovam o sabor'', afirma.
O gerente de outra quintanda, Gil Antunes, tem a mesma opinião. ''Aqui temos um outro público, que quer qualidade. Às vezes, eles até conhecem o nome, mas querem experimentar o sabor da fruta'', diz.
A agrônoma Lúcia Lázaro Lozano, do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), explica que apesar do preço mais alto que o das frutas comuns, as exóticas têm mercado. ''A produção estadual de algumas dessas frutas é bem pequena, não cobre o mercado do Paraná. Por isso, é que há muita variedade importada'', avalia.
Já o presidente da Associação dos Atacadistas da Central de Abastecimento (Ceasa), de Londrina, Clóvis Tzusaki, atribui os preços elevados dessas frutas à pequena comercialização. Outro fator que contribui é a origem. ''Com certeza o preço destas frutas cairia se fossem produzidas na região'', opina. (F.M.)

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