A semana começa exigindo muita cautela de consumidores, depois da escalada das taxas de juro na semana passada, definida pelo Banco Central (BC). É certo que as taxas de juro vão ter um ajuste para cima em todos os segmentos de crédito - crediário, empréstimo pessoal, cheque especial, cartão de crédito, financiamento de bens e cheque pré-datado. Algumas lojas e bancos já fizeram algum alinhamento.
A dúvida está em saber quanto os juros vão subir. De forma geral, lojas, bancos, financeiras e administradoras de cartões devem soltar novas tabelas esta semana. Na hora de definir os juros que passarão a ser cobrados, levarão em conta não só a alta nos custos de captação de recursos pelas instituições, mas também o risco das operações de crédito. Segundo economistas, com o juro mais alto, o risco de inadimplência também ficou maior. Esse é um fator que tende a estimular uma puxada maior nos juros ao consumidor. Não pode ser descartada também uma redução de prazos.
Vale observar que o fato de uma loja não ajustar suas taxas não significa, necessariamente, que ela manteve suas condições. O preço à vista pode ter sido alterado, para compensar a estabilidade do juro. Com a elevação dos encargos do crediário, o consumidor deve evitar compras a prazo até que o mercado se estabilize. A orientação é da assistente técnica da Direção do Procon-SP, Dinah Barreto.

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