Curitiba - Após 18 anos de existência do Código de Defesa do Consumidor ocorreram muitos avanços, mas ainda há alguns pontos a serem melhorados. A coordenadora do Procon-PR, Ivanira Gavião Pinheiro, acredita que é necessária mais divulgação dos direitos do consumidor e também uma conscientização maior dos fornecedores. ''Não adianta ter a lei se a população não tem conhecimento'', disse. Para ela, o consumidor está mais consciente dos seus direitos, mas não deve esquecer de sempre exigir a nota fiscal e ler os contratos antes de assinar.
Ela destacou que o fornecedor ainda é um ''ponto sensível'' porque muitos não se conscientizaram que uma boa venda e pós-venda fideliza o consumidor. Segundo ela, o setor de telefonia ainda é o maior motivo de dor de cabeça para os consumidores. No ano passado, este segmento liderou o número de atendimentos no Procon-PR, que inclui orientações e reclamações com 12.611 solicitações. O segundo setor no ranking foram os bancos com 9.043 atendimentos, seguido de telefonia celular 6.888.
Em 2008, foram realizados um total de 158.223 atendimentos no Procon entre orientações telefônicas (94 mil), atendimentos pessoais (32 mil), e-mails (29 mil) e audiências (13 mil).
O aposentado Benedito Floriano acredita que nestes 18 anos de Código ocorreram muitas mudanças, mas ainda tem ''muita gente que não reclama os seus direitos''. (A.B.)

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