Consumidores ainda esperam juros menores
PUBLICAÇÃO
sábado, 11 de março de 2006
Fernando Dantas<br> Agência Estado 
Rio A queda do juro real, que já está ocorrendo no mercado financeiro e nas operações envolvendo bancos e as maiores empresas do País, ainda não chegou aos consumidores e às pequenas e médias empresas. Dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostram que as principais taxas para pessoas físicas e jurídicas permanecem praticamente inalteradas desde abril de 2005, quando os juros para os grandes começaram a cair.
A taxa mensal média para diversa modalidades de crédito à pessoa física como juros do comércio, cartão de crédito e cheque especial, entre outras era 7,65% em abril de 2005, e teve um levíssimo recuo para 7,59% em janeiro de 2006. Esta última taxa corresponde a 140,58% em termos anuais, um despropósito quando se considera que os juros de 360 dias entre bancos, ou nas operações destes com as maiores empresas do País, já está abaixo de 15%. No caso das empresas, a média dos juros mensais de diversas modalidades saiu de 4,48%, em abril de 2005, para 4,43%. Esta segunda taxa corresponde a 68,23% ao ano.
O economista Eduardo Giannetti da Fonseca, do Ibmec de São Paulo, vê fatores culturais nas altas taxas de juros que afetam a maior parte dos agentes econômicos no Brasil. Ele lançou um livro sobre o tema, ''O Valor do Amanhã''.


