Consumidores adiam compra de combustível
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terça-feira, 29 de abril de 2003
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Desde que a Petrobras anunciou a redução de 6,5% no preço da gasolina e de 8,6% no preço do óleo diesel, que entrou em vigor a zero hora de hoje, o movimento nos postos caiu bastante. Os consumidores estão adiando a compra de combustíveis à espera de um preço melhor. Para o presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese, a queda nos preços promovida pela refinaria deve chegar às bombas a partir de sexta-feira. Mas ele ressalvou que não se surpreende se alguma distribuidora promover ''queima'' de estoques já a partir de hoje.
Fregonese disse que os donos de postos de gasolina estão frustrados com a redução no preço do combustível promovido pela Petrobras. Os empresários estavam esperando essa queda maior para reverter o recuo de 15% nas vendas só este ano, mas isso não será possível, lamentou. ''O consumidor está sem poder aquisitivo e somente uma redução mais expressiva no preço da gasolina e do diesel irá refletir no aumento do consumo'', disse.
Com a queda anunciada pela Petrobras, a gasolina na refinaria terá uma redução de R$ 0,05 por litro e no óleo diesel, uma queda de R$ 0,06 por litro. ''Isso é muito pouco para quem esperava mais'', afirmou. Fregonese não arriscou o preço do combustível na bomba de gasolina. O preço final ainda depende de quanto a distribuidora vai repassar para os postos, lembrou.
O consumidor está pagando um preço médio em torno de R$ 2,08 por litro de gasolina em Curitiba, mas Fregonese lembrou que só o custo do combustível para os postos está oscilando entre R$ 1,98 a R$ 2,11 o litro. Ele disse que os postos podem optar por retirar os descontos que vinham dando para promover a redução do preço repassada pela distribuidora em cima do preço ''cheio''. Em seguida, deve se adaptar às acomodações do mercado, acredita.
Outra situação que pode melhorar para o consumidor, segundo Fregonese, é a redução da pauta do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O empresário disse que o Sindicombustíveis tem um pré-acordo com a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), de redução da alíquota do imposto depois que o mercado se acomodar. Atualmente, a Sefa está recolhendo o imposto sobre o preço de R$ 2,3995 por litro.


