Na madrugada do dia 25 de agosto passado, José Luiz Bobroff Vidal, 17 anos, de Londrina, ficou gravemente ferido após um acidente de moto numa estrada de terra, em Vila Bela da Santíssima Trindade, município do Mato Grosso, local onde morava há quatro meses.
Após ser atendido em um hospital de Cuiabá a 500Km do acidente e ter sido constatada a gravidade do problema, o garoto veio imediatamente, de avião, junto com a avó materna, para Londrina, onde mora a mãe dele. Assim que chegou, no dia 26, foi internado no Hospital Evangélico.
Segundo a mãe do garoto, Marisa Bobroff, depois dele ser atendido por três médicos de especialidades diferentes, o ortopedista e tramatologista Edison Norio Iwama solicitou uma tumografia para comprovação do tratamento a ser realizado. Segundo o diagnóstico dado pelo especialista, José Luiz sofreu fratura com luxação na coluna cervical. Pela gravidade do problema, a mãe do garoto disse que no dia 27 de agosto, Iwama solicitou com urgência, à Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) plano de saúde do banco do qual a família é beneficiária, um aparelho 'halo vest cervical' necessário para o tratamento do garoto. ''Nós acreditávamos que o fim do sofrimento do meu filho estava próximo. O que não esperávamos é que o plano de saúde fosse negar o pedido'', disse.
A resposta da Cassi emitida no dia seguinte através de um documento enviado ao hospital informou que o aparelho solicitado pelo médico não tem amparo regulamentar da Cassi. Na mesma carta, foi ainda comunicado que o plano poderia oferecer apenas um 'halo craniano simples'.
De acordo com Marisa, o halo simples submeteria o filho dela a ficar com o aparelho tracionado fixado na cabeça por 90 dias sem poder sair da cama do hospital. Já com o halo pedido pelo médico, que custa cerca de R$ 7mil segundo foi informada , ele ficaria apenas 15 dias no hospital e os três meses seguintes do tratamento em casa. A Cassi foi contatada pela equipe de reportagem, mas preferiu não se manifestar por enquanto. Uma funcionária do departamento administrativo informou que a Cassi só se pronunciará depois da conclusão do caso entre as partes envolvidas.
Preocupada com a situação do filho, que estaria correndo risco de ficar tetraplégico, a família comprou o aparelho. ''Fui obrigada a dar um cheque calção'', afirmou Marisa que a partir de então decidiu procurar pelo Procon.(J.H.)

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