Consumidor valoriza mais o custo-benefício
''Os últimos dois anos foram de dois passos para a frente e um para trás, de forma que as vendas em volume rondam sempre 1 milhão de toneladas por ano'', define João Carlos Basílio da Silva, presidente da Abihpec, sobre o momento pelo qual passa o segmento químico. O vaivém dentro do volume diz respeito ao valor agregado.
O executivo afirma que após a implantação do Plano Real (1994) e sua consolidação, cada vez mais a indústria encontra espaço para pesquisar, desenvolver e vender seus produtos de alto valor agregado. ''Há casos em que a tonelagem cai e o valor aumenta, como o dos desodorantes roll-on, que custam um pouco mais, porém duram mais. O consumidor valoriza mais o custo-benefício'', observa Silva.
A distorção provocada pela inflação promoveu a cultura da compra pelo preço, que exclui os critérios qualidade, rendimento e durabilidade do produto. ''Agora, a estabilidade econômica propicia a pesquisa e desenvolvimento de produtos com maior valor agregado, porque o produto é valorizado pelo consumidor, na ponta'', justifica o presidente da Abihpec. (AE)





