Consumidor usa panfleto para conferir ofertas
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quinta-feira, 19 de abril de 2007
Eli Araujo<br>Reportagem local 
A distribuição de panfletos é uma das formas de comunicação mais usadas pelos supermercados, independente do porte da empresa. O material, que também recebe os nomes de folhetos ou catálogos, geralmente é distribuiído direto nas residências, encartado nos jornais ou colocados à disposição dos clientes na entrada dos estabelecimentos. E os consumidores, atentos, usam os panfletos para saber se os preços anunciados correspondem à realidade. Caso contrário, é reclamação na certa.
O advogado Jefferson Dias Santos diz que tem interesse especial neste tipo de folhetos. ''Interessa muito dar uma olhada porque hoje em dia o dinheiro está difícil para todo mundo. Então, quanto mais a gente puder economizar, melhor''. Santos afirma que faz comparação de preços entre os catálogos ou folhetos para decidir onde comprar o que precisa. ''Tem coisa que a gente só compra uma vez por mês, mas outros produtos como carne e verdura, você tem que comprar semanalmente. Aí sim, o material ajuda na decisão, com certeza''.
O advogado disse também que já aconteceu de levar para os supermercados os folhetos deixados em sua residência e os preços não serem exatamente os mesmos. ''Muitas vezes os preços estão errados e o pessoal diz que ainda não foram alterados no sistema. Aí tem que voltar e corrigir''. E para ter certeza de que tudo está de acordo, Santos ainda confere os preços na hora de passar pelo caixa.
A psicóloga Cristiane Balan mora em apartamento, mas garante que recebe os folhetos e catálogos dos supermercados ''normalmente''. Ela faz questão de comparar os preços divulgados pelos supermercados e conferir também os preços anunciados quando chega ao estabelecimento. ''Sempre corro atrás de promoções. Deixo de ir a um supermercado quando outro faz uma promoção razoável''. Cristiane reclama, entretanto, quando os preços anunciados nos catálogos não conferem com os que estão nas prateleiras. ''Já houve diferenças algumas vezes, mas consultei a gerência, sendo mantido o preço que estava na promoção''.
O casal Cláudio Roberto de Lima, administrador de imóveis, e Simone Lima, professora, estava fazendo compras em um supermercado com a filha Yasmin, de quatro anos.''O pessoal deixa os panfletos entrelaçados no portão de minha casa quase todos os dias'', afirma Simone. Ela diz que acha até ''bacana'' a atitude, mas não tem tempo de pesquisar preços. ''Às vezes, olho somente no final de semana''.
Lima, por sua vez, prefere pegar o folheto quando chega ao supermercado. ''É melhor para conferir os preços e saber se está tudo de acordo''. Ele diz que já encontrou diferença entre o preço no folheto e o preço na gôndola, ''mas houve a cobrança do preço 'correto' após a reclamação''. O administrador acha que os folhetos e catálogos ''são uma forma de propaganda interessante'', e não gosta dos excessos. ''Seria melhor que fossem menos produtos e mais vantagem para o consumidor'', afirma.
Ao apanhar um folheto, ele viu o preço de um pneu e comentou: ''Realmente chama a atenção. Nem sempre o preço é 'legal', mas ajuda a fazer comparações''.


