Consumidor usa a noite para pesquisar preço
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Escarafunchar araras e prateleiras atrás de opções de presente e, de preferência, com preços convidativos, circular pelas lojas com a família ou simplesmente aproveitar para matar um tempinho depois do expediente. A esticada no horário de fechamento das lojas do centro de Londrina, que permanecerão abertas das 9 às 22 horas até 23 de dezembro, é vista com bons olhos tanto por quem quer comprar tanto por quem vende. Mas, por causa da crise, está todo mundo mais atento aos preços neste Natal.
O preparador de veículos Anderson Silva Nascimento levou a esposa Cristiane a filha Emili para as compras logo no primeiro dia com o horário ampliado de atendimento. Neste horário tem menos gente, está mais fresco e fica mais gostoso para passear no centro, comentou Cristiane. O marido só reclamou que iriam ter que bater muita perna até concluir a lista de compras. Tem que pesquisar e fazer bem as contas antes de comprar, ensinou Anderson.
Com vários pacotes nas mãos, o polidor de autos Valdecir Pereira também disse que preferia comprar a noite porque o movimento, pelo menos por enquanto, é menor. Sobra mais tempo para pesquisar preços, comentou. E ainda sobra até um tempinho para o sorvete ou um chopinho. Já para a professora Rosinei dos Santos, o melhor das lojas ficarem abertas até mais tarde é poder fazer as compras após o expediente. Ela revelou que sua estratégia de consumo é comprar uma coisinha ou outra mais barata antecipadamente, pesquisar os preços dos presentes mais caros para, mais tarde, comprar tudo de uma só vez.
Há quase duas décadas gerenciando uma loja de roupas no Calçadão, Antônio Verza Filho confidenciou que calcula vender até 20% a mais com a ampliação do horário de funcionamento. Acredito que, assim como nos outros anos, neste Natal o resultado também será bom, afirmou. Assim como constatou a reportagem, ele disse que a esticadinha no horário atrai mais as famílias, que aproveitam para fazer as compras juntas e não correm o risco de levar o presente errado. Mas e a danada da crise que pegou todo mundo meio de surpresa pode atrapalhar? Acho que essa crise só vai repercutir no comércio no começo do ano, apostou o comerciante.


