Consumidor troca refrescos por refrigerante
Kraw PenasViradaO comerciante Darci Rosa, que antes do Real só vendia sucos em pó; agora, só refrigerantesDesde que abriu seu Mercado Beira-Rio, no bairro Xaxim, há 20 anos, o comerciante Darci Rosa da Silva nunca vendeu tanto refrigerante. Ele diz que o forte de suas vendas hoje são os de embalagem descartável. Ninguém mais procura os refrigerantes com embalagens de vidro ou os refrescos em pacotinho. Eles não são mais a preferência.
Hoje, um litro de Coca-Cola retornável custa R$ 1,00, enquanto dois litros de um descartável saem por R$ 2,00. É muito barato. Qualquer pessoa tem R$ 1 no bolso para comprar o refrigerante, assegura o comerciante. Ele diz que feijão e arroz vende pouco, mas que o supérfulo tem tido uma boa saída. Mais barato que os refrigerantes, são os refrescos em pó. Um pacote de Ki Suco custa apenas R$ 0,10. Um pacote de Tang, R$ 0,60. Mas o preço não é o suficiente para fazer o consumidor abandonar a Coca-Cola.
Darci Rosa diz que consegue vender por mês seis caixas com 48 pacotinhos de refrescos. Em compensação, vende 50 caixas com 12 litros de refrigerante. Acho que já aumentamos em pelo menos 30% o volume de venda neste ano.
Com a carne acontece um fenômeno diferente. Antes do Plano Real, os clientes do Mercado Beira-Rio procuravam a carne de segunda. Com a estabilidade, a venda de filé mignon, alcatra e picanha cresceu. Gente que antes mal comia carne, agora não pensa duas vezes para fazer o churrasco. (C.M.)





